SETE LÁGRIMAS
Die Nacht \A Noite

1 DE OUTUBRO 2022 - 21H00

Palácio Nacional de Queluz

2 DE OUTUBRO 2022 - 17H00

Salão do Edifício Sociocultural da JF de Casal de Cambra

Filipe Faria, voz
Sérgio Peixoto, voz
Pedro Castro, flautas, oboé barroco e oboé clássico
Tiago Matias, alaúde, guitarra barroca, guitarra romântica e tiorba
Mário Franco, contrabaixo
Juan de la Fuente, percussão

 

Die Nacht \A Noite
No 23º aniversário de um dos mais internacionais e aclamados grupos portugueses de músicas antigas, seremos conduzidos numa viagem musical inversa no tempo, inspirada na arquitetura histórica e nos edifícios emblemáticos da Serra de Sintra.

PROGRAMA

 

Die Nacht \A Noite

O regresso ao passado. Uma viagem inversa no tempo a partir de uma Serra Romântica.

  1. Adagio/Idylle, Joseph Kaspar Mertz (1806-1856)
  2. Cruel Saudade, Manuel José Vidigal (1795-1824)
  3. Ganinha, minha ganinha, Modinha (s. XVIII)
  4. Nacht und Träume, Franz Schubert (1797-1828)
  5. Tristis est anima mea, Giovanni Battista Martini (1706-1784)
  6. In monte oliveti, Giovanni Battista Martini (1706-1784)
  7. Sonata 20:III, Carlos Seixas (1704-1742)
  8. Olá plimo Bacião, Vilancico “negro”anónimo de Santa Cruz de Coimbra (s. XVII)
  9. A la sombra de un peñasco, Manuel Machado (1590–1646)
  10. Pues que veros, Filipe Faria (n.1976) e Sérgio Peixoto (n.1974) sobre texto vilancico anónimo s. XVI
  11. Na fomte está Lianor, Vilancico anónimo (s. XVI)
  12. MInina dos olhos verdes, Vilancico anónimo (s. XVI)
  13. Porque lloras moro, Filipe Faria (n.1976) e Sérgio Peixoto (n.1974) sobre texto anónimo s. XVI
  14. Mille regretz, Josquin des Prez (c. 1450/1455-1521)
  15. Que’eu maneira de Proençal, D. Dinis (1261-1325)
  16. Ondas do mar de Vigo, Martim Codax (s. XIII)
  17. 17. Eno sagrado en Vigo, Martim Codax (s. XIII)

Sete Lágrimas

 Créditos Rita Santos

Fundado em Lisboa, em 1999, por Filipe Faria e Sérgio Peixoto, Sete Lágrimas assume o nome da inovadora coleção de danças do compositor renascentista John Dowland (1563-1626) publicadas por John Windet em 1604 quando o compositor era alaudista de Cristiano IV da Dinamarca (1577-1648).
Profundamente dedicados aos diálogos da Música Antiga com a contemporaneidade ­­– bem como da música erudita com as tradições seculares –, Sete Lágrimas juntam músicos de diferentes horizontes musicais em torno de projetos conceptuais animados tanto por profundas investigações musicológicas como por processos de inovação, irreverência e criatividade em torno dos sons, instrumentário e memórias da Música Antiga.
Nestes projetos são identificáveis os diálogos entre a música erudita e a popular, entre a Música Antiga e a contemporânea e entre a secular diáspora portuguesa dos Descobrimentos e o eixo latino mediterrânico convertidos em som através da fiel interpretação dos cânones performativos da Música Antiga como de uma aproximação a elementos definidores da música tradicional ou do jazz.
Desde a sua fundação, o grupo desenvolve uma intensa atividade concertística de centenas de concertos em treze países da Europa e Ásia, de onde se destacam: Portugal (Centro Cultural de Belém, Fundação Calouste Gulbenkian, Festival Terras sem Sombra [como ensemble residente], Encontros de Música Antiga de Loulé, Festival de São Roque, Festival das Artes de Coimbra, Festival dos Capuchos, Festival Internacional de Música da Madeira, Festival Internacional de Música dos Açores, Festival Fora do Lugar, Festival de Leiria, Festival de Almada, Memórias Musicais de um Palácio (Sintra), Festival Todos, Festival Internacional de Música de Espinho, Fundação Oriente, Festival Artes à Vila, Quartel das Artes, Teatro Viriato...), Bulgária (Zora Dramatic Theatre/Sliven), Itália (Ravenna, Festival Internazionale W. A. Mozart a Rovereto), Malta (BirguFest), Espanha (Festival de Música Antigua de Gijón, Festival de Música Antigua de Úbeda y Baeza, Museo Nacional de Valladolid, Fundación Juan March/Madrid, Villaviciosa, Abvlensis Festival Internacional de Musica, Teatro Zorilla/Valladolid…), China (Macao Internacional Music Festival), Suécia (Stockholm Early Music Festival), França (Festival Baroque de Sablé, Opéra de Lille...), Bélgica (Gent Festival van Vlaanderen, Flemish Opera/Gent, Bozar/Bruxelles, Music Center DeBijloke/Gent...), Noruega (Stavanger Konzerthus), República Checa (Prague Early Music Festival), Luxemburgo (Philharmonie Luxembourg/Salle de Musique de Chambre/Grand Auditorium), Alemanha (Grosse Saal/Elbphilharmonie Laeiszhalle Hamburg).
Sete Lágrimas chama, regularmente, aos seus projetos, músicos convidados das áreas da Música Antiga como María Cristina Kiehr (Argentina), Zsuzsi Tóth (Hungria) ou Ana Quintans (Portugal) e da música tradicional, jazz e do mundo como Mayra Andrade (Cabo Verde), António Zambujo (Portugal) Adufeiras de Monsanto (Portugal), Tainá (Brasil), Carolina Deslandes (Portugal) ou Ana Moura (Portugal).
No contexto dos projetos de diálogo entre a Música Antiga e a contemporânea – New Early Music Series – Kleine Musik MU0102/2008, Silêncio MU0106/2009 e Vento MU0108/2010 –, Sete Lágrimas estreia obras, especialmente dedicadas ao consort, dos compositores Ivan Moody (Inglaterra), João Madureira (Portugal), Andrew Smith (Inglaterra/Noruega) e Christopher Bochmann (Inglaterra). Em 2011 Sete Lágrimas apresentou, em estreia mundial, no Festival das Artes de Coimbra, a encomenda da obra Lamento ao escritor José Luís Peixoto, vencedor do Prémio Literário José Saramago, e ao compositor João Madureira.
Em Portugal como no estrangeiro, as temporadas de concertos e a sua extensa discografia é elogiada pela crítica e pelo público. Os seus doze títulos – Lachrimæ #1 MU0101/2007, Kleine Musik MU0102/2008, Diaspora.pt: Diáspora, vol.1 MU0103/ 2008, Silêncio MU0106/2009, Pedra Irregular MU0107/2010, Vento MU0108/2010, Terra: Diáspora, vol.2 MU0110/2011, En tus brazos una noche MU0109/2012, Península: Diáspora. vol.3 MU011/2013, Cantiga MU0113/2014, Missa Mínima MU0116/2016 e o poema gráfico com texto e ilustrações de Filipe Faria e música de Sete Lágrimas Um dia normal MU0116/2015 – recebem, frequentemente, o número máximo de estrelas (5 em 5), Escolha do Editor, Melhor do Ano, etc, nos principais jornais, rádios e revistas de Portugal. Internacionalmente destacam-se as críticas discográficas e de concerto na International Record Review, Doce Notas, Aftonbladet, Novinky, Opera PLUS, Svenska Dagbladet, Lute News, Goldberg, etc.. 
Em 2008, 2011 e 2012 os três títulos do projeto Diáspora atingem o primeiro lugar do TOP de vendas das lojas FNAC. Em 2010, “Diaspora.pt” foi eleito, no “Guia da Música Clássica” da mesma cadeia de lojas, como “Discografia Essencial”, e a carreira do Sete Lágrimas destacada na publicação “Alma Lusitana” (FNAC).
Em 2011/2012 Sete Lágrimas é convidado para assumir o estatuto de Ensemble Associado da Temporada do Centro Cultural de Belém (CCB/Lisboa) tendo apresentado o “Tríptico da Terra” em três concertos esgotados.
A convite da rádio clássica RDP Antena 2 Sete Lágrimas foi, em 2014, o representante português no projeto europeu da UER/EBU Union Européenne de Radio-Télévision – EURORADIO Christmas Folk Music Project – emitido em 30 rádios de 28 países como a BBC Radio 3 ou a France Musique. 
A sua discografia integra regularmente as playlists das rádios clássicas de vários países europeus como Espanha (RNE Rádio Clásica), Inglaterra (BBC Radio 3), República Checa (Ceský Rozhlas/Czech National Radio), Portugal (Antena 2/TSF/Antena 1...)...
A Temporada 2018/2019 iniciou-se com o projeto de criação “Les Explorateurs”, a convite da Philharmonie Luxembourg e do Diretor Artístico, Pascal Sticklies, com 18 récitas esgotadas em Setembro/Outubro de 2018, com a produtora Aline Bourguignon (França), o encenador e dramaturgo Benjamin Prins (França), a assistente de direção e dramaturga Pénélope Driant (França), a cenógrafa e figurinista Nina Ball (Áustria), o ator e bailarino Jan Bastel (Alemanha) e o bailarino Nestor Kouame Dit Solvis (Costa do Marfim). Em Setembro do mesmo ano Sete Lágrimas apresentou-se no Grande Auditório da Philharmonie Luxembourg num concerto integrado no Festival Atlântico. 
Na Temporada 2019/20 Sete Lágrimas apresentou-se, entre outros, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Festival Fora do Lugar, Festival de S. Roque, Festival Artes à Vila, Festival Cistermúsica (Alcobaça) ou na Sala Suggia da Casa da Música (Porto). 
Em 2019 desenvolveu a criação e apresentação pública, em 15 récitas – esgotadas –, do Episódio 2 de “Les Explorateurs” – La Princesse Mystérieuse – a convite da Philharmonie Luxembourg com o encenador e dramaturgo Benjamin Prins (França), a assistente de direcção e dramaturga Pénélope Driant (França), a cenógrafa e figurinista Nina Ball (Áustria), o actor e bailarino Jan Bastel (Alemanha), a coreógrafa Sabine Novel (França), a bailarina Winnie Dias (Brasil) e o actor Alexandre Martin-Varoy (França).
Na Temporada 2020/21 regressa, depois do sucesso de 2018 e 2019, à Philharmonie Luxembourg para o Episódio 3 da “Trilogie Sete Lágrimas” com a mesma equipa artística liderada pelo encenador Benjamin Prins (França). Apresenta-se, entre outros, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian – com o Coro Gulbenkian como convidado – ou na Grosse Saal da Elbphilharmonie Laeiszhalle Hamburg (Alemanha).
Em 2021 Sete Lágrimas integra o projeto “If I rained an ocean” (Se chovesse um oceano) de Filipe Faria e Winnie Dias (Brasil), um projecto de video-dança, música, fotografia e performance filmado por estes realizadores na Alemanha (Berlin, Hamburg, Düsseldorf, Wuppertal), Suiça (Zürich) e Portugal (Idanha-a-Velha) com os bailarinos Futaba Ishizaki (Japão), Naomi Brito (Brasil), Rafaela Bosi (Brasil), Rafaelle Queiroz (Brasil), Fuyumi Hamashima (Japão), Isabella Heylmann (Austrália), Hayley Page (Austrália) e Borja Bermudez (Espanha).
A convite do Centro Cultural de Belém - Fábrica das Artes - Filipe Faria e Sérgio Peixoto desenvolvem, entre Setembro de 2021 e Maio de 2022, o projeto SETE - Novos Criadores das Infâncias - com um grupo de nove jovens músicos. Este projecto de tutoria desdobra-se num conjunto de masterclasses, residências artísticas, talks, formações e novas criações em torno do universo criativo, conceptual e formal das Sete Lágrimas.
No contexto das comemorações dos 20 anos de carreira a Arte das Musas edita o livro Twentie Yeares in Seaven Teares – Vinte Anos em Sete Lágrimas: Os primeiros vinte anos de Sete Lágrimas ECMC –, que inclui um CD best-of da discografia completa do consort.
Sete Lágrimas conta com o apoio do Ministério da Cultura (Governo de Portugal) e da Direcção-Geral das Artes, desde 2003, e do Município de Idanha-a-Nova - UNESCO Creative City of Music, desde 2012. É representado e editado pela Arte das Musas.