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Mattutino de’ Morti de João Domingos Bomtempo (1775-1842)

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12 DE JUNHO 2021 - 19H00

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

 

INTÉRPRETES
Susana Gaspar, soprano
Catia Moreso, mezzo-soprano
Marco Alves dos Santos, tenor
Juan Orozco, baixo I
André Henriques, baixo II
Nuno Dias, baixo III

Coro e Orquestra do MPMP Património Musical Vivo
Jan Wierzba, maestro

Obra coral-sinfónica monumental, estreada em 1822 para as cerimónias da trasladação de D. Maria I do Brasil para a Basílica da Estrela, será executada na íntegra pela 2ª vez, desde o século XIX.  Há nestes Matuttin uma atração pela luminosidade da vida que contraria a ideia da celebração da morte. São, pelo contrário, a celebração da vida para além da morte.
J. D. Bomtempo foi o compositor português mais internacional do seu tempo, um homem na charneira de uma época que faz uma revolução serena na música defendendo os valores da modernidade, do progresso, da Educação e do acesso às artes.
O concerto será gravado ao vivo na Basílica do Palácio Nacional de Mafra, para posterior edição discográfica.

PROGRAMA

JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO (1775-1842)
Mattutino de’ Morti
 
NOVE RESPONSÓRIOS DAS MATINAS DE DEFUNTOS
 
 
1.º NOCTURNO
 
Responsorium I: "Credo quod Redemptor meus vivit..."
 
Responsorium II: “Qui Lazarum resuscitasti…”
 
Responsorium III: "Domine, quando veneris judicare terram..."
 
2.º NOCTURNO
 
Responsorium IV: “Memento mei, Deus, quia ventus est vita mea...”
 
Responsorium V: “Hei mihi, Domine, quia peccavi nimis in vita mea...”
 
Responsorium VI: “Ne recorderis peccata mea, Domine...”
 
3.º NOCTURNO
 
Responsorium VII: “Peccantem me quotidie...”
 
Responsorium VIII: “Domine, secundum actum meum nolli me judicare...”
 
Responsorium IX: “Libera me, Domine, de morte aeterna in die illa tremenda...”

Susana Gaspar, soprano

A soprano portuguesa Susana Gaspar foi membro do Jette Parker Young Artists Programme em 2011-13 na Royal Opera House, Covent Garden. Estudou na escola de Música do Conservatório Nacional em Lisboa, na Guildhall School of Music & Drama e no National Opera Studio em Londres.
Representou Portugal em 2013 na competição Cardiff Singer of the World.
Apresentou-se em várias prestigiosas salas de espetáculo internacionais, como: Royal Opera House, Royal Albert Hall (BBC Proms), Teatro Nacional de São Carlos, Centro Cultural de Belém, Barbican Centre, Cadogan Hall, Casa da Música, Grange Park Opera, Nevill Holt Opera.
Dos papéis operáticos distinguem-se: Mimì La Bohème; Cio-Cio San Madama Butterfly; Marguerite Faust; Manon Manon; Gilda Rigoletto; Violetta La Traviata; Voce del Cielo Don Carlo; Gianetta L’elisir d’amore; Paride Paride ed Elena; Clarice Il mondo della Luna; Azema Semiramide.
Trabalhou com Gustavo Dudamel (Simón Bolívar Symphony Orchestra), Sir Antonio Pappano, Sir Mark Elder, entre outros.
A sua discografia inclui vários discos para Opera Rara e Naxos.

Cátia Moreso, mezzo-soprano

Cátia Moreso estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e o grau de Mestre(Curso de Ópera). Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou no National Opera Studio com Susan Waters.
O seu repertório de ópera inclui: Jocasta em Oedipus Rex, La ciesca em Gianni Schicchi, 3rd Magd em Elektra, Ježibaba em Rusalka, Suzuki em Madame Butterfly, Mother Goose em The Rake's Progress, Tisbe em La Cenerentola, Eva em Comedie on the Bridge, Clotilde em Norma, 2ª Bruxa e Espírito, em Dido e Eneias, Maddalena e Giovanna em Rigoletto, Mezzo em Lady Sarashina de Peter Eötvos, Eboli em Don Carlo e La cieca em La Gioconda, Giano em Il Trionfo d’Amore, Dianora e Elisa em La Spinalba de Almeida; Hanna Wilson/Tracy em The Losers de Richard Wargo, 3ª Dama em A Flauta Mágica,  Baronesa em Chérubin, Madame de Croissy e Mère Jeanne em Dialogues des Carmélites; Zanetto na ópera homónima de Mascagni, Carmella em La vida breve de Falla (Tanglewood); Marcellina, em Le Nozze di Figaro, Carmen, Santuzza em Cavalleria Rusticana , Mrs. Quickly  em Falstaff.
Em concerto foi solista em Requiem de Verdi, Duruflé, Mozart e Bomtempo, Nelson Mass de Haydn, Gloria  e  Magnificat de Vivaldi, Stabat Mater e Magnificat de Pergolesi, Magnificat, Oratorio de Natal e Páscoa e Paixão segundo São João de Bach. Stabat Mater e Petite Messe Solennelle de Rossini, Mass No. 3 e Te Deum de Bruckner, 2nd harlot Solomon de Händel, Elijah de Mendelssohn, St. Paul de Mendelssohn, Messias e Te Deum de Händel, Te Deum  de Zelenka e Nona Sinfonia de Beethoven.

Marco Alves dos Santos, tenor

Licenciado em canto pela Guildhall School of Music & Drama como bolseiro da Gulbenkian, inicia a carreira profissional em 2003. Apresentou-se como solista em Portugal, Espanha, França, Itália, Reino Unido e Alemanha dando vida a papéis como Tamino (Zauberflöte), Mr. Owen (Postcard from Morocco), Tristan (Le Vin Herbé), Leandro (La Spinalba), Orphée (Descente d’Orphée aux Enfers), Ernesto (Don Pasquale), Anthony (Sweeney Todd),.Duca di Mantova (Rigoletto), Die Hexe-A Bruxa (Hansel & Gretel), Prunier (La Rondine), Governor (Candide), Ferrando (Cosí fan Tutte). Mais recentemente foi Conte Almaviva (Barbiere di Seviglia), Acis (Acis & Galatea), Male Chorus (Rape of Lucretia), Aegisth (Elektra) , Arbace (Idomeneo), Evangelista nas Oratórias de Natal, Páscoa, Ascenção e Paixão S.S.João (Bach) e tenor solista na 9ª Sinfonia (Beethoven), Messiah (Handel), Petite Messe (Rossini) e Requiem (Mozart). Compromissos em 2018/19 incluem Gilvaz (Guerras Alecrim e Manjerona), Recitant (L'enfance do Christ), Don Ottavio (D.Giovanni) Tybalt (Romeo et Juiliette), Evangelista na Paixão S.S. João e as árias da Paixão S.S. Mateus nas temporadas da OSP, S.Roque, Metropolitana, CCB, F. Gulbenkian e Aix-en-Provence.

Juan Orozco, baixo-barítono

Nascido no estado de Hidalgo (México), o baixo-barítono Juan Orozco fez a sua estreia operática como Alfio (Cavalleria Rusticana) na Cidade do México, em 2001. A estreia europeia sucederá seis anos depois, na Ópera de Bremen (Alemanha), como Nabucco na ópera homónima de Verdi. Desde 2010 que é membro fixo do ensemble do Teatro de Friburgo (sudoeste da Alemanha). Tem actuado, como convidado, em numerosos teatros de ópera alemães, além de Inglaterra, Polónia, Suíça, Bélgica e do México natal. Esta é a sua estreia em Portugal.
Do seu repertório fazem parte os principais papéis para a sua tipología vocal das óperas de Verdi, Mozart e Puccini, além de Wagner (Lohengrin, Parsifal), Strauss (Salome) e Bizet (Carmen). Também cantou os Contes d’Hoffmann (Offenbach), a Adriana Lecouvreur (Cilea), Cavalleria Rusticana e Pagliacci; Caso Makropoulos (Janácek), Cendrillon (Massenet) e Eugene Onegin.
Gravou a Francesca da Rimini, de Zandonai e L’Arlesiana, de Cilea, para o selo CPO, e a Cendrillon, de Massenet, para a Naxos. No México, gravou os Carmina Burana com a Filarmónica de Jalisco.

André Henriques, baixo-barítono

André Henriques nasceu em Lisboa é diplomado em canto pela Escola de Música do Conservatório Nacional, na classe de António Wagner Diniz. Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, completou o MA em Opera Performance, na Royal Welsh College of Music and Drama, com Donald Maxwell. Tendo vindo a afirmar-se no domínio da Ópera, destacam-se as suas interpretações de Don Giovanni (Don Giovanni) e Figaro (Le Nozze di Figaro) com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Polyphemus (Acis and Galatea) e Gregorio (Romeo et Juliette) na F.C.Gulbenkian, Dandini (La Cenerentola) e Papageno (Die Zauberflöte) com a RWCMD, Gianni Schicchi (Gianni Schicchi) com a Welsh National Opera Orchestra, Dulcamara (L’Elisir d’Amore), com a all’Opera, os solos de Fairy Queen (La Paix du Parnasse), Aeneas (Dido and Aeneas), com a Nova Ópera de Lisboa e a estreia absoluta do Macaco n’A Canção do Bandido, co-produção do Teatro da Trindade e Teatro Nacional de São Carlos. Como solista de Concerto e Oratório, destacam-se as apresentações da 9ª Sinfonia de Beethoven (OML, TNSC e FCG), Stabat Mater de Szymanowski (no St. David’s Hall), Missa Solemnis de Beethoven (Festival de Música Religiosa de Cuenca), Requiem de Mozart, os Magnificat de J.S.Bach e C.P.E.Bach (OML, Onofri) e Die Schöpfung de Haydn (F.C.Gulbenkian, Alarcón).

Nuno Dias, baixo

É licenciado em canto pela Universidade de Aveiro, na classe da Professora Isabel Alcobia, onde foi Docente Assistente no ano letivo 2013/14. Desenvolveu os seus estudos posteriormente com Alan Watt, Tom Krause e Michael Rhodes. É bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian para o projeto ENOA (European Network of Opera Academy). Fez parte de Academia de Opera do Festival de Verbier 2013 onde trabalhou com Barbara Bonney, Claudio Desderi, Tomas Quastoff e Tim Caroll, tendo-se destacado com o Prémio Jovem Promessa Thierry Marmod.
Como solista, em Oratório, tem-se apresentado em concerto com diversas orquestras nacionais e internacionais, cantando obras de referência do repertório coral-sinfónico.
No campo da ópera interpretou, no T. N São Carlos, ao longo das últimas temporadas, diversos personagens do repertório lírico, abrangendo obras de compositores consagrados tal como G. Puccini, G. Donizetti, G. Rossini, G. Bizet, entre outros. Do seu repertório, noutros palcos nacionais e internacionais, fazem também parte compositores como G. Verdi, W. A. Mozart,  F. Busoni, I. Stravinsky, B. Briten.
Da sua discografia, destaca-se o disco Canções Pagãs, inteiramente dedicado ao cancioneiro de Luiz Goes, trabalho esse com reconhecimento de Utilidade Cultural pelo Ministério da Cultura.
É cantor residente no Stadttheatre Bern, Suiça, durante a temporada 2014/15.
Atualmente faz parte dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos.

MPMP Património Musical Vivo

Ensemble MPMP Património Musical Vivo é um grupo de instrumentação flexível que tem desenvolvido, desde 2012, um trabalho de proximidade com musicólogos e compositores com vista à redescoberta de património português do passado e à valorização de repertórios contemporâneos. Tem-se apresentado no Festival Prémio Jovens Músicos (2013 e 2015) e no Festival de São Roque (2013 a 2019), tendo estreado modernamente obras de cerca de uma dezena de compositores dos sécs. XVIII a XX. O seu quarteto de cordas e o duo de piano a quatro mãos realizaram uma digressão ao Brasil em 2014. Em 2015 levou à cena as óperas O cavaleiro das mãos irresistíveis e Cai uma rosa…, respetivamente de Ruy Coelho e de Daniel Moreira. Concebeu os projetos “Latitudes” um ciclo que teve como principal objetivo a interpretação de autores portugueses vivos de diversas origens, experiências, locais e escolas e “Música Portátil”, ciclo dedicado à divulgação de obras de câmara de diversos períodos e incluindo sempre estreias absolutas de jovens compositores, que conta já com quatro participações discográficas. A sua participação no Festival “Dias da Música” 2017, apresentando o Requiem à memória de Camões de João Domingos Bomtempo, foi transmitida pela RTP. A direção artística do Ensemble MPMP Património Musical Vivo está, desde a sua criação, entregue ao maestro Jan Wierzba.

Jan Wierzba, maestro

Natural da Polónia e educado no Porto, Jan Wierzba é um dos mais promissores e versáteis diretores de orquestra da atualidade. Nutrindo interesse por diversas formas de expressão artística, apresentou-se em contexto sinfónico, sinfónico-coral e coral a cappella, trabalhando nas áreas do teatro e da ópera e em inúmeros projectos educativos. 
É Diretor Artístico do Ensemble MPMP MPMP Património Musical Vivo e Maestro Titular da Orquestra Clássica do Centro e da Orquestra de Câmara de Almada, bem como Maestro Assistente da Netherlands Philharmonic Orchestra. Projetos recentes e futuros incluem programas com a Netherlands Philharmonic Orchestra, Real Filharmonia de Galicia, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Netherlands Chamber Orchestra, Orquestra Clássica de Coimbra e Orquestra Clássica da Madeira.
Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, terminou o Mestrado em Direção na Royal Northern College of Music (RNCM), onde estudou com Clark Rundell e Mark Heron. Licenciou-se em direcçao de orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra sob a tutoria do Maestro Jean Marc Burfin. 
Licenciado em Piano pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo no Porto, na classe de Constantin Sandu e apresentou-se enquanto solista com orquestra, em recital e música de câmara.
Foi vencedor do 1º Prémio em Música de Câmara do Prémio Jovens Músicos, o Mortimer Furber Prize for Conducting, o 3º Prémio em Direção de Orquestra do Prémio Jovens Músicos e é detentor do prémio do Rotary Club da Foz atribuído a 3 dos melhores licenciados da ESMAE, tendo-lhe também sido atribuída a bolsa da Yamaha Music Foundation for Europe.