LES SOIRÉES MUSICALES
Um Serão Musical no Palácio

24 DE SETEMBRO 2022 - 21H00

Palácio Nacional de Sintra

25 DE SETEMBRO 2022 - 17H00

Sociedade Recreativa de Almoçageme

Rita Marques, soprano
Cátia Moreso, meio-soprano
Marco Alves dos Santos, tenor
Luís Rodrigues, barítono
João Paulo Santos, piano

 

A recriação de um serão musical oitocentista com canções de Rossini e outras de Mercadante e Donizetti.
A vida musical parisiense fervilhava nos salões burgueses. O salão de Rossini em Paris era frequentado por figuras da primeira linha do meio musical, como Verdi, Boito ou Liszt. Se a ópera ficara para trás na vida profissional de Rossini, as canções destas coleções retiveram em pleno o lirismo, a técnica, a expressividade e as emoções próprias daquele que era o mais respeitado compositor de opera vivo, qualidades apuradas nessas canções pela visão de um compositor em idade madura.

PROGRAMA

 

I

Gioacchino Rossini
I Gondolieri 

Saverio Mercadante
Domando a queste fronde (Nicola Valetta)

Gaetano Donizetti
Le crépuscule (Victor Hugo)

Saverio Mercadante
Lo Marenaro (Marco d’Arienzo)

Gaetano Donizetti
Il crociato (Carlo Guaita) 

Gaetano Donizetti
I bevitori (Leopoldo Tarantino)

Gioacchino Rossini
Le Gitane (Giuseppe Torre)

II 

Gioacchino Rossini
La serenata (Carlo Pepoli)

Gaetano Donizetti
Un guardo ed una voce (Michele Palazzolo) 

Gioacchino Rossini
La fioraia fiorentina (Giuseppe Torre)

Gaetano Donizetti
Il trovatore in caricatura (L. Borsini)

Gaetano Donizetti
Viva il matrimonio (Leopoldo Tarantino)

Gioacchino Rossini
La chanson du bébé (Emiliano Pacini) 

Gioacchino Rossini
La Passeggiata

Rita Marques, soprano

 

Rita Marques nasceu nas Caldas da Rainha. Concluiu a licenciatura em Canto na Escola Superior de Música de Lisboa (2010-2013) na classe da professora Sílvia Mateus. Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian/ENOA – European Network of Opera Academies, frequentou workshops com Claudio Desderi (FCG, Lisboa, Out/2014, Jun/2015, Out/2015), June Anderson e Cecilia Gasdia (Verona, Set/2015) e o workshop “Wiener Operette” na Bayrische Theaterakademie (Munique, Out/2015).
Os seus papéis em ópera incluem a Rainha da Noite em “Die Zauberflöte”, de W. A. Mozart, Princess, Young Lady e Dame em “Lady Sarashina”, de P. Eötvos; Despina em “Così fan tutte”, de W. A. Mozart, Sofia em “Il Signor Bruschino” de G. Rossini e Soeur Alice em “Dialogues des Carmelites” de F. Poulenc, Anna Kennedy em “Maria Stuarda”, de G. Donizetti, Lakmé em “Lakmé”, de L. Delibes (Proyecto Opera de la Universidad de Valladolid), Fiordiligi em “Così fan tutte”, de W. A. Mozart (CCB, Amaral),  Giovanna em “Ernani” de G. Verdi (TNSC, Pirolli).
Em 2017 colaborou com Plácido Domingo no seu concerto no MEO Arena, em Lisboa, com direção musical de Eugene Kohn. Em 2018 obteve o 2º Prémio e o Prémio do Público no 10º Concurso de Canto da Fundação Rotária Portuguesa. É, também em 2018 que lhe é atribuída a Medalha Municipal de Mérito Cultural do concelho de Caldas da Rainha. Ainda em 2018 fez parte dos 40 finalistas do Operalia – The World’s Opera Competition, promovido por Plácido Domingo.
Tem realizado diversos recitais com piano e com orquestra, de onde se pode destacar a estreia absoluta, em fevereiro de 2019, da obra “El Mar y las Campanas”, de Nelson Jesus.
Em 2021 obteve o 1º Prémio no Prémio José Augusto Alegria, em Évora e foi, também, laureada no 1º Concorso Internazionale per voci liriche “Vincenzo Bellini” no Teatro Massimo Bellini di Catania, Itália.

Cátia Moreso, meio-soprano

 

Cátia Moreso estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, onde obteve a licenciatura em canto e o grau de Mestre (Curso de Ópera). Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, estudou no National Opera Studio com Susan Waters.
O seu repertório de ópera inclui: Jocasta em Oedipus Rex, La ciesca em Gianni Schicchi, 3rd Magd em Elektra, Ježibaba em Rusalka, Suzuki em Madame Butterfly, Mother Goose em The Rake's Progress, Tisbe em La Cenerentola, Eva em Comedie on the Bridge, Clotilde em Norma, 2ª Bruxa e Espírito, em Dido e Eneias, Maddalena e Giovanna em Rigoletto, Mezzo em Lady Sarashina de Peter Eötvos, Eboli em Don Carlo e La cieca em La Gioconda, Giano em Il Trionfo d’Amore, Dianora e Elisa em La Spinalba de Almeida, Hanna Wilson/Tracy em The Losers de Richard Wargo, 3ª Dama em A Flauta Mágica,  Baronesa em Chérubin, Madame de Croissy e Mère Jeanne em Dialogues des Carmélites; Zanetto na ópera homónima de Mascagni, Carmella em La vida breve de Falla (Tanglewood); Marcellina, em Le Nozze di Figaro, Carmen, Santuzza em Cavalleria Rusticana , Mrs. Quickly  em Falstaff.
Em concerto foi solista em Requiem de Verdi, Duruflé, Mozart e Bomtempo, Nelson Mass de Haydn, Gloria e Magnificat de Vivaldi, Stabat Mater e Magnificat de Pergolesi, Magnificat, Oratorio de Natal e Páscoa e Paixão segundo São João de Bach. Stabat Mater e Petite Messe Solennelle de Rossini, Mass No. 3 e Te Deum de Bruckner, 2nd harlot Solomon de Händel, Elijah de Mendelssohn, St. Paul de Mendelssohn, Messias e Te Deum de Händel, Te Deum  de Zelenka e Nona Sinfonia de Beethoven.

Marco Alves dos Santos, tenor

 

Licenciado pela Guildhall School of Music & Drama (bolseiro Gulbenkian) apresentou-se em papéis operáticos como Tamino (Zauberflöte), Ernesto (Don Pasquale), Anthony (Sweeney Todd),Duca (Rigoletto), Die Hexe (Hansel & Gretel), Prunier (La Rondine), Almaviva (Barbiere di Seviglia), Acis (Acis & Galatea), Male Chorus (Rape of Lucretia), Don Ottavio (D.Giovanni), Nemorino (Elisir d'Amore), Ferrando (Cosi Fan Tutte). Em concerto destacou-se em Recitant (L'enfance do Christ), Evangelista nas Oratórias de Natal, Páscoa, Ascenção e Paixão S.S.João (Bach), e como tenor solista na 9ª Sinfonia (Beethoven), Messiah (Handel), Petite Messe (Rossini), Requiem e Missa da Coroação (Mozart), Seranade for horn and strings (Britten), Te Deum (Bruckner) e “Carmina Burana” (Orff).
Compromissos para a temporada 2022/2023 incluem os papéis de Conte Alberto em “L'occasione fa il ladro” (Rossini) para o Festival de Sintra, Don Ottavio em “Don Giovanni” e as árias de tenor da “Paixão S.S. Mateus” para a Fundação Caçouste Gulbenkian, Lord Arturo em “Lucia de Lamermoor” para o Teatro Nacional De São Carlos, entre outros.

Luís Rodrigues, barítono

 

Estudou no Conservatório Nacional e na Escola Superior de Música de Lisboa. Ganhou o 2º Concurso de Interpretação do Estoril, o 4º Concurso de Canto Luísa Todi e o Prémio Jovens Músicos da R.D.P. em Música de Câmara, com o pianista David Santos. Obteve o 2º Prémio no Concours-Festival de la Mélodie Française em Saint-Chamond (França) e foi o vencedor ex-aequo do concurso PoulencPlus (Mélodies de Poulenc) em Nova Iorque.
Luís Rodrigues tem vindo a construir em Portugal uma sólida carreira no domínio da Ópera, com uma presença regular no Teatro Nacional de São Carlos onde cantou papéis como Figaro (Il barbiere di Siviglia), Guglielmo, Albert, Nick Shadow, Sharpless, Escamillo, Kurwenal, Gianni Schicchi, Beauperthuis, Sulpice e Don Profondo. Como solista de Oratória apresentou-se em vários programas com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e o coro Lisboa Cantat ou o Coral de S. José (Ponta Delgada), a Orquestra Nacional do Porto e o Coro da Sé Catedral do Porto, ou com o Coro e Orquestra Gulbenkian. Interpretando música de câmara tem vindo a colaborar com os pianistas David Santos, Nuno Vieira de Almeida, Jaime Mota e João Paulo Santos e com agrupamentos como o “Drumming” e o “Remix Ensemble”, tendo-se também apresentado nos ciclos orquestrais “Kindertotenlieder” com a ONP, “Lieder eines fahrenden Gesellen” e “Poème de l’amour et de la mer” com a Orquestra Sinfónica Portuguesa, e “Des Knaben Wunderhorn” com a OML dirigida por Michael Zilm. Intérprete de reconhecida versatilidade, é também frequentemente solicitado para estrear obras de música contemporânea. Possui já vários registos discográficos, sendo de destacar os “Requiem” de Suppé (Virgin Classics) e Salieri (Pentatone) com o Coro e a Orquestra Gulbenkian e a participação nas óperas “Le Donne Cambiate” (Marco Polo), “La Spinalba” e “Il Mondo della Luna” (Naxos). No campo do repertório para canto e piano gravou canções de compositores do Porto com o pianista Jaime Mota (Fermata), a Viagem de Inverno, de Schubert, com o pianista David Santos (AboutMusic) e canções de Vianna da Motta com o pianista João Paulo Santos (Tradisom).

João Paulo Santos, maestro e direção

 

Concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional, com Adriano Jordão. Trabalhou com Helena Costa, Constança Capdeville, Elizabeth Grümmer, entre outros. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, em Paris, entre 1979 e 1984. Foi Maestro Assistente do Coro do Teatro Nacional de São Carlos de 1984 a 1990, altura em que foi nomeado Maestro Titular, até 2004. Desempenha as funções de Diretor de Estudos Musicais e Diretor Musical de Cena do mesmo Teatro. Paralelamente desenvolve uma intensa atividade como chefe de orquestra. Na qualidade de pianista apresenta-se a solo, em grupos de câmara, acompanhando cantores, e em duo com a violoncelista Irene Lima desde 1985. Gravou vários discos e foi galardoado com o Prémio Acarte 2000 pela direção musical de The English Cat.
A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro de São Carlos onde principiou como correpetidor e Maestro Titular do Coro.
Estreou-se na direção musical em 1990 com The Bear (W. Walton), encenada por Luís Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le Vin Herbé (Martin) e The English Cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX.
Atualmente desempenha as funções de Diretor de Estudos Musicais e Diretor Musical de Cena do Teatro Nacional de São Carlos.