ÓPERA
L’occasione fa il ladro

8 E 9 DE OUTUBRO 2022 - 21H00

Centro Cultural Olga Cadaval

 

Direção Musical, Pedro Carneiro
Encenação, Carlos Antunes
Direção de Arte, Carlos Antunes
Desenho de vídeo, Miguel Pires de Matos
Don Parmione, André Henriques
Berenice, Sandra Medeiros
Conde Alberto, Marco Alves dos Santos
Ernestina, Cecília Rodrigues
Don Eusébio, João Sebastião
Martino, João Merino


Ópera

“A ocasião faz o ladrão” é um título que nos remete para o conhecido ditado, que aparentemente, seria tão popular em França no final do século XVIII como atualmente ainda continua a ser. Trata-se de uma estória típica do género cómico, uma farsa de enganos e de disfarces, mas com um toque de elegância e graça que a mestria musical de Rossini torna num deleite sucessivo para os sentidos: dois estranhos, Don Parmenione e o Conde Alberto, encontram-se numa pousada perto da cidade de Nápoles e, ao saírem, cada um leva inadvertidamente a mala de viagem do outro. Esse erro precipitará toda a trama, que anda à volta de dois homens tentando casar com a mesma mulher. O final feliz, próprio das comédias, é acompanhado pela moral cómica da estória: “Se por acaso um homem tem a oportunidade de se tornar um ladrão, às vezes há uma razão que o justifica”.
A escolha de uma ópera de Rossini para uma programação dedicada a D. Fernando II insere-se no quadro cultural de uma época em que o compositor do Barbeiro de Sevilha pontificava na fruição musical em Portugal. O gosto do público, quer da corte, quer da burguesia, encontrava-se desde o seculo XVIII marcado pela música italiana, sendo Rossini, o mais popular e celebrado compositor de óperas da primeira metade de oitocentos, o seu expoente mais representativo.

PROGRAMA

L’OCCASIONE FA IL LADRO
ossia Il cambio della valigia
burletta per musica in un atto
libreto de Luigi Prividali
Versão portuguesa dos recitativos - Alexandre Delgado
música de Gioachino Rossini (1792-1868)
Estreia: Veneza, Teatro Giustiniani de San Moisè, 24 novembro, 1812
personagens e intérpretes
Don Eusebio – João Sebastião
Berenice – Sandra Medeiros
Conde Alberto – Marco Alves dos Santos
Don Parmenione – André Henriques
Ernestina – Cecília Rodrigues
Martino – João Merino
maestro e diretor musical - Pedro Carneiro
encenação - Carlos Antunes
conceção vídeo - Miguel Pires de Matos
Orquestra Municipal de Sintra D. Fernando II
 
(maestro titular Cesário Costa)

André Henriques, barítono (DON PARMIONE)

 

Born in Lisbon, André Henriques graduated as a singer at the Lisbon Conservatory, under the orientation of professor António Wagner Diniz. With a Gulbenkian Foundation scholarship, he completed his master in Opera Performance at the Royal Welsh College of Music and Drama as a Donald Maxwell’s student. Currently, he regularly improves with Lúcia Lemos.
His roles of Don Giovanni (Don Giovanni) e Figaro (Le Nozze di Figaro), Polyphemus (Acis and Galatea) e Gregorio (Romeo et Juliette) at Gulbenkian’s seasons, Dandini (La Cenerentola) e Papageno (Die Zauberflöte) with RWCMD, Gianni Schicchi (Gianni Schicchi) both the Welsh National Opera Orchestra, Dulcamara (L’Elisir d’Amore), with all’Opera granted him solid recognitions in the operatic field.
Among the diversity of his roles, we highlight the premiere of A Canção do Bandido (by Nuno Côrte-Real/Pedro Mexia), on the role of Macaco, the role of Bellini in the opera O Anel do Unicórnio (Martim Sousa Tavares and Ana Lázaro, the main role of Don Giovanni and the bass-baritone role on Die Schopfung by Haydn in F.C.Gulbenkian (under by Leonardo Garcia Alarcón) or a recital dedicated to Camões as part of the cycle Um Cancioneiro Português.

Carlos Antunes, encenação

 

Carlos Antunes nasceu em Lisboa em 1978. Estudou Piano e Canto no Conservatório Nacional de Lisboa e formou-se em arquitetura na Faculdade de Arquitetura da U.T.L. Participou no primeiro curso de Encenação de Ópera realizado pela Fundação Calouste Gulbenkian e Teatro Nacional de São Carlos onde encenou a ópera “Mavra” de Stravisnky, que foi apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian e outros teatros do país. Em 2007 foi convidado para encenar a primeira audição da ópera “a montanha” de Nuno Corte-Real, apresentada no grande auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.
Trabalhou e estudou nos Estados Unidos da América com o encenador Robert Wilson e desde 2007 tem colaborado regularmente com o Teatro Nacional de São Carlos e com vários encenadores como Luís Miguel Cintra, Rui Horta, Nicola Raab, Graham Vick, entre outros.
Os seus projetos recentes incluem a encenação de vários espetáculos, entre eles a ópera “Domitila” de João Guilherme Ripper, apresentada no Teatro da Paz em Belém do Pará (Brasil), no festival Cistermúsica e em Castelo Branco, a ópera “As Guerras de Alecrim e Manjerona” de António José da Silva/António Teixeira em colaboração com os S.A. Marionetas e Músicos do Tejo, o espetáculo “Hábitos de D. João V” no Festival de Música Antiga em Castelo Novo, a ópera infantil “A Rua” de Carlos Garcia, no festival “Cistermusica”, a peça “Summer Sunday” de Joseph Horovitz, no Festival de Sintra, para além da colaboração com o encenador Luís Miguel Cintra em “Le Miroir de Jésus” apresentado no Festival de São Roque e com o encenador Andrea di Rosa em “Maria Stuarda” no  Teatro Nacional de São Carlos.
Em março de 2019, a convite do Governo Regional da Madeira e no âmbito das cerebrações dos 600 anos, esteve à frente da primeira edição do Festival “Música a Norte” como diretor artístico, estando a preparar a sua segunda edição.
Desde 2005 colabora regularmente com o artista plástico António Viana na sua criação artística e no design de exposições e museus. Realiza também trabalho de investigação em musicologia histórica (período barroco), tendo neste âmbito integrado o grupo RISM Portugal (sediado na Biblioteca Nacional), que realiza o levantamento e catalogação dos arquivos musicais portugueses.

Cecília Rodrigues, soprano

 

Cecília Rodrigues foi premiada em vários concursos, destacando 1.º Prémio no Concurso Internacional de Almada (2015) e 1.º Prémio de Canto no Prémio Jovens Músicos - Antena 2 - RTP (2017).
Em Oratória fez Stabat Mater de Pergolesi, Magnificat e Weihnachts-Oratorium de J.S. Bach, Mattutino de’ Morti de David Perez, Exultate Jubilate , Requiem e Missa em Dó menor de W. A. Mozart, Missa em Lá e Missa em Sib de Francisco Sá Noronha, Oratorio de Nöel de C. Saint-Saens, Requiem de G. Fauré, Ein deutsches Requiem de J. Brahms, Requiem de Mansurian, Magnificat em Talha Dourada de Eurico Carrapatoso.
Apresentou-se em recital com o Maestro João Paulo Santos no Palácio da Pena, na Fundação Calouste Gulbenkian e no Teatro Nacional de São Carlos. Em concerto sinfónico estreou Linhagem de Eurico Carrapatoso.
Como intérprete de Ópera foi Rosina em Il Barbiere di Siviglia de G. Rossini na Escola Superior de Música de Lisboa (2018), Euridice em Orphée aux Enfers de J. Offenbach em Maputo (2019), Stéphano em Romeu e Julieta de C. Gounod sob a direção de Lorenzo Viotti (2019), 2º Shepherdess, First which, Second Woman e Second Nereida em Dido and Aeneas (2020) sob direcção de Maxim Emelyanychev na Fundação Calouste Gulbenkian. Interpretou o papel de Kuchtík em Rusalka de A. Dvorak, sob direção do maestro Graeme Jenkins (2021) e Servilia em La Clemenza di Tito de W. A. Mozart, dirigida pelo maestro Antonio Pirolli (2021) no Teatro Nacional de São Carlos. Em 2022 foi Adina numa versão portuguesa do L’Elisir d’Amore de G. Donizetti no Auditório dos Oceanos.

João Sebastião, tenor

 

Iniciou os seus estudos no Instuto Gregoriano aos 8 anos, prosseguindo-os no Conservatório Nacional. Em 2001, ingressou a Licenciatura em Canto, em Amesterdão, na classe do professor alemão Udo Reinemann tendo realizado masterclasses com Noelle Barker, Jill Feldman, Peter Harrison, Richard Miller, entre outros. Na Holanda, interpretou obras de Oratória, como, Cantatas de Bach, Requiem de Mozart, Messias de G.F. Händel, Requiem de F. Liszt, Paixão de S. Mateus e Paixão de S. João de J.S. Bach (Evangelista e árias). Em ópera, interpretou os papéis de Don Basilio e Don Curzio em Bodas de Fígaro, Bastien em Bastien e Bastienne, Don Ottavio em Don Giovanni, nas óperas de W. A. Mozart, Acis em Acis and Galatea de G.F. Händel, Spoletta em Tosca de G. Puccini. Foi Abdallo em Nabucco de G. Verdi no Concertgebouw de Amesterdão. Aquando do seu regresso a Portugal, em 2008, foi Phoebus em Fairy Queen de H. Purcell, Arlecchino em Arlecchinata de A. Salieri, Begónia em O Rapaz de Bronze de Nuno Côrte Real, Miguel em A Saga e J.B. Petit em O Salto, ambas óperas de Jorge Salgueiro. No Teatro de São Carlos foi Don Achille di Rosalba em Il cappello di paglia di Firenze de Nino Rota e Don Luigino em Il viaggio a Reims de G. Rossini. Trabalhou com os maestros João Paulo Santos, Joana Carneiro, Cesário Costa, Paulo Lourenço, Paul McCreesh, Christopher Bochmann, António Lourenço, entre outros. Foi convidado a integrar prestigiados ensembles como Dutch Bach Society, Akadêmia de Paris, Vocal Consort Berlin, Gesualdo Consort Amsterdam, Voz Luminis. Desde 2003, integra o Collegium Vocale de Gent, dirigido por Philippe Herreweghe. Apresenta-se, frequentemente, em recital com piano, órgão e ensemble instrumental. É o maestro fundador do Coro Staccato.

João Merino, barítono

 

Formado em Canto pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto com a classificação final de 19 valores, com Especialização em Técnica Vocal na Classe do Professor Francisco Lázaro em Barcelona. 
Foi laureado com o Prémio Eng. António de Almeida, atribuído aos melhores alunos.
É Cantor Lírico e Professor de Canto, Formação Musical e Classe de Conjunto no Conservatório Regional de Montijo. Deu aulas também na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo Porto Professor tarefeiro da Área de Canto, Colégio de Nossa Senhora do Rosário Porto, Professor da Área de Canto, Escola de Música do Porto, etc.
Como cantor tem desenvolvido carreira como solista em Portugal, Espanha, França, Holanda, Itália, Inglaterra e Alemanha.
Apresentou-se nas óperas: Die Zauberflöte, Nozze di Figaro, Così fan tutte e D. Giovanni Mozart; Il barbiere e Viaggio a Reims Rossini; Carmen Bizet; La Traviata, D. Carlo Rigoletto Verdi; Tosca e Gianni Schicchi Puccini; Eugene Onegin de Tchaikovski; Hänsel und Gretel Humperdinck; Werther Massenet; Oedipus Rex Stravinsky; Maria Buenos Aires Piazzolla, Capello di paglia di Firenze Nino Rota e Evil Machines Luís Tinoco e Terry Jones. 
Em concerto com Messiah, Handel; Magnificat Oratória Natal, Bach; Criação Haydn; a integral das Missas Mozart; 9.ª Sinfonia de Beethoven; Stabat Mater de Rossini; Requiem Fauré; Missa n.º 3 Bruckner; Carmina Burana Orff; Aventures Ligeti, entre outros.
Apresentou-se sob direção de C.Costa, C.Soler, E.Nielsen, G.Andreoli, G.Bühl, J.Jones, J.Skudlik, J.P.Santos, L.Koenigs, M.André, M.Jurowski, M.Ortega, R.Massena, O.Hadari, P.Herreweghe, T.Hoffman e X.Poncette.
Em cena com A.Teodósio, C.Avilez, C.Gruber, C.v.Götz, E.Sagi, F.Gomes, G.Vick, G.Joosten, J.C.Soler, L.Hussain, L.M.Sintra, N.Graça-Silvestre, N.M.Cardoso, P.Matos, P.Konwitschny, R.Pais, R.Carsen, S.Medcalf entre outros.

Pedro Carneiro, maestro

 

Percussionista, chefe de orquestra, compositor, pedagogo. É cofundador e diretor artístico da Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP), Jovem Orquestra Portuguesa (JOP) e diversos projectos de cariz social. Tocou e dirigiu em estreia absoluta mais de uma centena de novas obras e colabora com músicos prestigiados como os quartetos Tokyo e Arditti, Sofia Gubaidulina, Gustavo Dudamel, entre muitos outros. Pedro Carneiro toca e grava como solista convidado de diversas orquestras: Los Angeles Philharmonic, Seattle Symphony, Budapest Festival Orchestra, Helsinki Philharmonic, Vienna Chamber Orchestra, Swedish Chamber Orchestra, MDR-Sinfonieorchester, SWR Symphonieorchester, English Chamber Orchestra, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, BBC National Orchestra of Wales, entre outras. Apresenta-se regularmente como maestro e solista/diretor, dirigido obras concertantes a partir do teclado da marimba. Recebeu o Prémio Gulbenkian Arte e a Medalha de Honra da Cidade de Setúbal, entre outras distinções. A sua extensa discografia (que inclui registos a solo, música de câmara, obras concertantes e improvisação) está disponível em diversas etiquetas discográficas, como a ECM Records, Zig-Zag Territoires, Rattle, Clean Feed, entre outras.

Marco Alves dos Santos, tenor

 

Licenciado pela Guildhall School of Music & Drama (bolseiro Gulbenkian) apresentou-se em papéis operáticos como Tamino (Zauberflöte), Ernesto (Don Pasquale), Anthony (Sweeney Todd),.Duca (Rigoletto), Die Hexe (Hansel & Gretel), Prunier (La Rondine), Almaviva (Barbiere di Seviglia), Acis (Acis & Galatea), Male Chorus (Rape of Lucretia), Don Ottavio (D.Giovanni), Nemorino (Elisir d'Amore), Ferrando (Cosi Fan Tutte). Em concerto destacou-se em Recitant (L'enfance do Christ), Evangelista nas Oratórias de Natal, Páscoa, Ascenção e Paixão S.S.João (Bach) e como tenor solista na 9ª Sinfonia (Beethoven), Messiah (Handel), Petite Messe (Rossini), Requiem e Missa da Coroação (Mozart), Seranade for horn and strings (Britten), Te Deum (Bruckner) e “Carmina Burana” (Orff). Compromissos para a temporada 2022/2023 incluem os papéis de Conte Alberto em “L'occasione fa il ladro” (Rossini) para o Fest. de Sintra, Don Ottavio em “Don Giovanni” e as árias de tenor da “Paixão S.S. Mateus” para a F.C.Gulbenkian, Lord Arturo em “Lucia de Lamermoor” para o T.N. De São Carlos, entre outros.

Miguel Pires de Matos, conceção vídeo

 

Nasceu em 24 de maio de 1966 em Lisboa.
Licenciado em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa em 1991, completou o Curso de Piano do Instituto Gregoriano de Lisboa e frequenta atualmente o Doutoramento em Artes da Universidade de Lisboa e do Instituto Politécnico de Lisboa com o tema abstração no cinema de animação.
Desenvolveu atividade profissional como arquiteto entre 1989 e 2013, participando como autor, colaborador ou consultor em diversos projetos de edifícios residenciais, comerciais, de transporte e industriais em Portugal, Hungria e Brasil.
Dedica-se desde 2010 à realização de filmes de animação experimentais, trabalhando também em programação e produção de festivais de cinema. Coordenou e corealizou 3 curtas de animação experimentais estreadas nas cerimónias de abertura do Festival Monstra de Lisboa entre 2010 e 2014. Os seus filmes foram nomeados por duas vezes para o Prémio Nacional da Animação e em 2018 recebeu o Prémio António Gaio no Cinanima pelo filme “4 Estados da Matéria”, produzido pela Praça Filmes e realizado com o apoio do Instituto do Cinema e do Audiovisual. Em 2019 concebeu o vídeo que integrou a encenação do musical Summer Sunday realizado no Centro Cultural Olga Cadaval e integrado no Festival de Música de Sintra.
Colabora desde 2012 com a equipa de produção da MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa, trabalhando atualmente na sua direção e equipa de programação com o diretor artístico Fernando Galrito. Fez parte da direção da associação cultural Casa da Animação entre 2016 e 2018. É membro do Coro Gregoriano de Lisboa desde a sua fundação em 1989 com o qual gravou 4 CDs editados internacionalmente pela DECCA em 40 países.
Encontra-se atualmente a realizar um novo filme produzido pela Praça Filmes e realizado com o apoio Instituto do Cinema e do Audiovisual.

Sandra Medeiros, soprano

 

Sandra Medeiros nasceu em São Miguel, nos Açores. Estudou no Conservatório Regional de Ponta Delgada, com Imaculada Pacheco. É licenciada em Canto pela Escola Superior de Música de Lisboa tendo integrado a classe da professora Joana Silva.
Como bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian e Centro Nacional de Cultura prosseguiu estudos de pós-graduação em canto com Julie Kennard e Clara Taylor na Royal Academy of Music (RAM) em Londres, onde se graduou com “Distinção”, obteve o Dip. RAM e o prémio Amanda von Lob memorial Prize.  
Foi premiada em concursos nacionais e internacionais de canto dos quais se destaca o 2º Prémio no V Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão no Brasil.
A sua atividade como solista distribui-se pela música antiga, oratório, lied, melodie, canção do séc.XX/XXI e ópera, tendo atuado sob a direção dos maestros Michael Corboz, Lawrence Foster, Marc Minkowski, Philippe Herreweghe, Sir Charles Mackerras, Laurence Cummings, Alberto Lysy, Enrico Onofri, Jorge Matta, Marcos Magalhães, Alberto Roque entre muitos outros.
Também atuou com as mais destacadas orquestras portuguesas, com os mais conceituados grupos de música antiga portugueses, nomeadamente Os Músicos do Tejo e Divino Sospiro, com as orquestras Barroca da RAM, Camerata Lysy de Gstaad, Sinfonia Varsóvia, Concerto Köln com o grupo L’Avventura London, entre outros.
Colaborou em recitais com os pianistas João Paulo Santos, Nuno Vieira de Almeida, Nicholas Mcnair, Alexei Eremine, Alessandro Segreto, Aurélio Viribay, Bethany Phillips, Gabriela Canavilhas, Afonso Malão, Margarida Prates, Paulo Pacheco, Carla Seixas, José Brandão, Francisco Sassetti, Nuno Lopes, Armando Vidal e Joana Gama.
Gravou para as rádios Portuguesa, Búlgara e Inglesa, para as televisões Portuguesa, Espanhola e Brasileira e para as editoras Naxos e Hyperion.
A música contemporânea portuguesa tem tido um papel de destaque na sua carreira tendo feito a estreia absoluta de quatro óperas do sec. XX e XXI e de obras de compositores como João Madureira, Carlos Marecos, Carlos Caíres, Nuno Côrte-Real, Sérgio Azevedo, Rogério Medeiros, Eduardo Rocha, Emanuel Frazão entre outros.
No domínio da ópera os seus papéis incluem, Barbarina (Le Nozze) Princese (L’énfant et Les Sortiléges), Dragonfly (A raposinha matreira), Frasquita (Carmen), Serpina (Serva padrona), Cardella (Frate Nnamorato), Carlota (As Damas Trocadas), Lindane (Lindane e Dalmiro), Flaminia (Il Mondo della luna), Donna Anna e Donna Elvira (Don Giovanni), entre outros.
É convidada regular das temporadas dos principais teatros, salas de concerto e festivais de música portugueses. Tem-se apresentado, também, em importantes salas, teatros e festivais do Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Luxemburgo, Macau, Bulgária, Brasil e Uruguai.

Orquestra D. Fernando II

 

A Orquestra Municipal de Sintra - D. Fernando II (OMS) é um inovador projeto da Câmara Municipal de Sintra que tem por objetivo assegurar uma oferta e programação musical regular de elevado padrão artístico no concelho de Sintra. Desde a sua estreia, a 5 outubro de 2020, que a OMS tem esgotado sistematicamente o grande auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, palco onde se encontra sediada.
Para além do vasto reportório internacional, a OMS assume também como valiosa e importante missão a divulgação e promoção da música portuguesa, tendo já na sua curta existência, realizado a estreia moderna de várias obras de autores portugueses dos séculos XVIII e XIX. Procurando ainda dar a conhecer repertório inspirado ou relacionado com o património de Sintra promovendo a sua preservação. De entre estas obras destaca a estreia moderna da versão de orquestra da ode sinfónica A Serra de Sintra, de Carlos Adolpho Sauvinet e ainda obras de Alfredo Keil, Duarte Alquim, João de Sousa Carvalho, António Leal Moreira ou Jerónimo Francisco de Lima.
A Orquestra Municipal de Sintra, que tem como diretor artístico e maestro titular o maestro Cesário Costa, participou no Lisbon & Sintra Film Festival e gravou recentemente um concerto para a Embaixada de Portugal na China, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.