Image

KATIA GUERREIRO
EVOCAÇÃO DO CENTENÁRIO DE AMÁLIA RODRIGUES

Image

29 DE JUNHO 2021 - 21H00

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

INTÉRPRETES
Katia Guerreiro, voz
Pedro de Castro, guitarra
André Ramos e João Mário Veiga, violas
Francisco Gaspar, viola-baixo
Orquestra Municipal de Sintra D. Fernando II
Cesário Costa, maestro

 

Katia Guerreiro é uma das grandes vozes de referência do Fado nacional e internacional. Vem evocar a grande Amália e lembrar-nos quão frágil é a fronteira entre os géneros musicais quando a música é intemporal. Acompanhada pelos seus músicos e pela Orquestra Municipal de Sintra - D. Fernando II, dirigida pelo maestro Cesário Costa, irão apresentar o CD “Sempre” que foi considerado pelo “Le Monde” um dos melhores discos editados em França no ano passado e percorrer algumas obras do repertório que se tornou nosso e de toda a Humanidade sob a chancela da UNESCO.

Katia Guerreiro

Era uma vez, há dezanove anos, em Lisboa e numa noite muito quente numa Casa de Fado... Apenas as grandes composições para a Guitarra Portuguesa seriam interpretadas naquela noite. A Casa estava cheia de fadistas (cantadores e cantadeiras) mas ninguém se chegou à frente para cantar. Chegou uma miúda, vinte e poucos anos, estudante de medicina. Apareceu por sugestão de um dos fadistas residentes da Casa. Não era suposto cantar, mas alguém disse: nenhum fadista profissional ou experiente deverá cantar esta noite, mas porque não abrir uma exceção a uma nova voz, a uma estreia?  Ela não queria, mas depois de muitos pedidos aproximou-se dos músicos e começou a cantar... mudou tudo, já não era a noite das guitarras; era uma noite em que surgiu uma nova grande fadista, uma grande promessa... Um ano depois, entre a conclusão do curso de medicina, as noites de fados, as tertúlias e as atuações em vários eventos e pequenos espetáculos, Katia Guerreiro foi uma das artistas convidadas a participar no espetáculo de homenagem à Senhora Dona Amália Rodrigues, no Coliseu dos Recreios em Lisboa. Público e crítica rendem-se à sua interpretação de “Amor de Mel, Amor de Fel”, considerando-a a melhor atuação da noite.
A partir daqui, Katia Guerreiro gravou dez álbuns e com o seu fado atuou em algumas das salas mais emblemáticas do Mundo, representando a música, a poesia e a alma portuguesa: Filarmónica de Berlin, Théatre de la Ville (Paris), Centro Cultural de Tjibaou (Nova Caledónia), Théatre de La Sucrière (Marselha), Saikacho Sogo Fukushi Center (Nagasaki), Kokusai Forum (Tóquio), Melparque Hall (Osaka), Ópera de Lyon, Catedral de Reims, Olympia de Paris, Palais Beaux-Arts (Bruxelas), Opéra de Vichy, Théatre Nacional Mohammed V (Rabat), Opéra de Rennes, Sala Sinfónica CCK (Buenos Aires), Teatro Nescafé de Las Artes (Santiago do Chile), Teatro Mayor (Bogotá), Gran Teatro Nacional (Lima), Opera de Rouen Normandie | Chapelle Corneille, Opera House (Ankara). E em alguns dos Festivais mais importantes e representativos como: Festival de Músicas Sagradas de Fez, Festival Strictly Mundial (Marselha), Oslo World Music Festival, Festival Méditerranée (Marselha), Limoges Festival, Festival des Cathedrales (Amiens), Europa Musicale (Munique), Festa do Fado (Castelo de São Jorge), Festival Arts Alive (Joanesburgo), Festival Voix des Femmes (Tétouan), Festival Pirenéus Sur (Sallent de Gallego), Festival Dança e Música (Bangkok), SHOAC - Shanghai Spring Music Festival Printemps de Bourges - Palais Jacques Coeur, Festival Caixa Luanda, Festival Caixa Benguela, Festival de Fado de Madrid, Festival de Fado na América Latina.
Ao longo da sua carreira de quase vinte anos, Katia Guerreiro tem sido também solicitada para colaborar com alguns dos músicos mais representativos de outras terras e géneros musicais como Maria Bethânia, Amina Alaoui, Plácido Domingo, Rui Veloso, Martinho da Villa, Alcione, José Renato, Santos & Pecadores, Tiago Bettencourt, Mariza Liz, Miguel Gameiro, Rogério Charraz, Anselmo Ralph, Ensemble Basse Normandie, Husnu Selenderici, Chieko Kojima, Júlio Resende, Noidz, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Chinesa de Macau, Orquestra da Gulbenkian e Orquestra Sinfónica de Zagreb, para além de um dos nomes mais lendários do Fado, Celeste Rodrigues.
Foi condecorada pelo Governo Francês, com a Ordem de Artes e Letras, no Grau Chevalier, sendo assim reconhecida como uma das mais notáveis representantes da cultura portuguesa em todo o mundo e uma das mais brilhantes cantoras da sua geração. Foi condecorada pela Presidência da República Portuguesa com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, pelo seu contributo inestimável para a divulgação da cultura portuguesa e para a projeção de Portugal no mundo.
No ano de 2019, Katia Guerreiro apresentou o álbum “Sempre” que foi considerado pelo “Le Monde” um dos melhores discos editados o ano passado nesse país. Poderá dizer-se que a promessa se está a cumprir e que todos aqueles que estiveram presentes naquela mítica noite se poderão sentir orgulhosos por fazer parte desta história e deste fado. Katia Guerreiro foi e é considerada uma das mais importantes fadistas de entre o final do século XX e o início do século XXI.

Cesário Costa, maestro

Cesário Costa tem vindo a distinguir-se como um dos mais ativos maestros portugueses da sua geração. Conclui em Paris o Curso Superior de Piano, e na Escola Superior de Música de Würzburg (Alemanha) mestrado em Direção de Orquestra. É doutorado pela Universidade Nova de Lisboa. Em 1997, foi vencedor do III Concurso Internacional Fundação Oriente para Jovens Chefes de Orquestra e, desde então, foi convidado para dirigir inúmeras formações nacionais e estrangeiras. Foi Presidente da Metropolitana/Associação Música, Educação e Cultura, instituição que gere a Orquestra Metropolitana de Lisboa (da qual foi também Diretor Artístico. Foi Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra do Algarve, da Orquestra Clássica do Sul, da Orquestra Clássica de Espinho, da Orquestra de Câmara Musicare, Diretor Artístico dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto e Maestro Titular da OrchestrUtópica. É Investigador Integrado do CESEM | Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (FCSH-UNL), Diretor Artístico do In Spiritum - Festival de Música do Porto, Maestro Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfónica Ensemble, Maestro Titular e Diretor Artístico da Orquestra Bomtempo e Maestro Titular e Diretor Artístico da Orquestra Municipal de Sintra - D. Fernando II. Tem dirigido a Royal Philharmonic Orchestra, a Berliner Symphoniker, a Nürnberger Symphoniker, a Orquestra da Ópera de Gotemburgo, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica do Porto - Casa da Música, a Orquestra Clássica da Madeira, a Orquestra da Extremadura, a Orquestra Sinfónica de Múrcia, a Orquestra Sinfónica de Bari, a Orquestra Sinfónica de Liepaja, a Orquestra Sinfónica de Bilkent, a Opole Filharmonia, a Olsztyn Filharmonia, a Filarmonia Sudecka, a Filarmonia Rzeszów, a Orquestra Filarmónica da Macedónia, a Orquestra de Câmara da Rádio Romena, a Orquestra Sinfónica Nova Rússia, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro e diversas orquestras sinfónicas no Brasil. Participou em inúmeros Festivais de Música internacionais de que se destacam o Festival de Música Atlantic Waves (Londres), Aberdeen (Escócia), Arhus (Dinamarca), Neerpelt (Bélgica), Dresden (Alemanha), Murcia (Espanha).

Orquestra Municipal de Sintra - D. Fernando II

A Orquestra Municipal de Sintra - D. Fernando II (OMS) é um inovador projeto da Câmara Municipal de Sintra, que tem por objetivo assegurar uma oferta e programação musical regular de elevado padrão artístico no concelho de Sintra. Desde a sua estreia, a 5 Outubro de 2020, que a OMS tem esgotado sistematicamente o grande auditório do Centro Cultural Olga Cadaval, palco onde se encontra sediada.
Para além do vasto reportório internacional, a OMS assume também como valiosa e importante missão a divulgação e promoção da música portuguesa, tendo já, na sua curta existência, realizado a estreia moderna de várias obras de autores portugueses dos séculos XVIII e XIX. Procurando ainda dar a conhecer repertório inspirado ou relacionado com o património de Sintra promovendo a sua preservação. De entre estas obras destaca a estreia moderna da versão de orquestra da ode sinfónica A Serra de Sintra, de Carlos Adolpho Sauvinet e ainda obras de Alfredo Keil, Duarte Alquim, João de Sousa Carvalho, António Leal Moreira ou Jerónimo Francisco de Lima.
A Orquestra Municipal de Sintra, que tem como diretor artístico e maestro titular o maestro Cesário Costa, participou no Lisbon & Sintra Film Festival e gravou recentemente um concerto para a Embaixada de Portugal na China, no âmbito da Presidência Portuguesa da União Europeia.