Gala de Ópera: “Reis e Rainhas"

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10 DE JUNHO 2021 - 21H00

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

DIANA DAMRAU, a ‘diva divina’, como lhe chamou um documentário da televisão alemã ZDF, faz a sua estreia em Portugal numa oportunidade rara de ouvirmos aquela que é considerada uma das mais fenomenais cantoras líricas da atualidade. 
Acompanhada pelo reputado baixo NICOLAS TESTÉ, Diana Damrau traz ao Centro Cultural Olga Cadaval um programa que percorre várias figuras régias da ópera do século XIX, num programa intitulado “Reis e Rainhas”. Um evento único e certamente memorável.


ARTISTAS
Diana Damrau, soprano
Nicolas Testé, baixo
Pavel Baleff, Maestro
Orquestra Metropolitana De Lisboa


Para o programa, o apresentador garante a publicação de Créditos adicionais da seguinte forma:
- Diana Damrau records exclusively for Erato/Warner Classics − Reference must be made in programme to Artist’s website at www.diana-damrau.com
- General Management Concerts, Tours & Media of Diana Damrau;
- CCM Classic Concerts Management GmbH, www.ccm-international.de

 

Diana Damrau, soprano

Por muitos considerada o melhor soprano lírico coloratura das últimas duas décadas, a alemã Diana Damrau é presença obrigatória nos maiores teatros de ópera e nos mais importantes festivais líricos do mundo. A sua presença no Festival de Sintra 2021 marca a sua estreia em Portugal.
O repertório de Damrau vai desde Mozart e do belcanto italiano das primeiras décadas de Oitocentos incluindo os papéis-título em Lucia di Lammermoor (La Scala, Ópera Estatal da Baviera, Ópera Metropolitana, Ópera Real), Manon (Ópera Estatal de Viena, Ópera Metropolitana) e La Traviata (La Scala, Metropolitan Opera, Royal Opera House, Opéra National de Paris e Bavarian State Opera), bem como Rainha da Noite em Die Zauberflöte (Metropolitan Opera, Festival de Salzburgo, Ópera Estatal de Viena, Royal Opera House, Bavarian State Opera). Atravessando também toda a ópera francesa (Meyerbeer, Gounod, Thomas, Bizet, Offenbach, Massenet) e Verdi (‘Traviata’, ‘Rigoletto’, ‘Baile de Máscaras’, ‘Masnadieri’) bem como alguma ópera alemã (Weber e a opereta vienense), para culminar em Strauss (‘Ariadne’, ‘Cavaleiro da Rosa’, ‘Arabella’, ‘Helena Egipcíaca’, ‘Mulher silenciosa’ – a estreia como Condessa no ‘Capriccio’ foi adiada devido à pandemia), totaliza cerca de 50 diferentes papéis.
Além do repertório lírico, Diana Damrau sempre cultivou o ‘Lied’, domínio no qual recuperou a tradição de se fazer acompanhar por harpa (em vez do piano). Em 2018, ela e Jonas Kaufmann fizeram uma digressão, cantando o ‘Cancioneiro Italiano’, de Wolf.
A sua discografia apresenta mais de duas dezenas de títulos, entre CD e DVD. O lançamento do CD ‘Tudor Queens’, em 2020, foi a inspiração para o programa de concerto ‘Royal Affairs–Kings and Queens of Opera’, que traz agora a Portugal.
2020 foi também o ano em que um asteróide passou a ter o seu nome.
No domínio pedagógico, colabora regularmente com o Estúdio da Ópera de Zurique.

Nicolas Testé, baixo

O baixo francês Nicolas Testé tem-se afirmado nos últimos anos como um dos cantores de topo do circuito operático. É uma presença regular em gandes teatros internacionais, como o Met, Ópera de Paris (Garnier e Bastilha), Scala, Deutsche Oper (Berlim), Ópera da Baviera, Ópera de Los Angeles, Festival de Glyndebourne, etc.
Nascido em 1970, Testé frequentou o Centro de Formação Lírica da Ópera de Paris desde 1997. O seu repertório inclui, no século XVIII, as óperas de Rameau, Gluck e Mozart; no século XIX, o belcanto e depois todo o repertório romântico frances e italiano; e no século XX inicial, Puccini e Debussy.
Entre os seus papéis recentes, destaca-se a sua estreia como Sarastro (‘Flauta mágica’) na Opéra Bastille e o Talbot da ‘Maria Stuarda’ na Ópera de Zurique. Em 2022 cantará Colline numa produção da ‘Tosca’ no Met.
Na sua discografia constam ‘Fiamma del belcanto’, ao lado de Diana Damrau, Piotr Beczala, entre outros; a ‘Lucia’, de Donizetti, dois discos com John Eliot Gardiner (cantatas de Bach e ‘Alceste’, de Gluck). Em DVD podemos vê-lo em ‘Puritani’, ‘Pescadores de pérolas’ (nomeado para Grammy em 2017), ‘Traviata’, nas duas Ifigénias de Gluck, ‘Castor et Pollux’ (Rameau) e nos ‘Troianos’.
A digressão ‘Kings & Queens of Opera’ é a terceira que empreende com Diana Damrau, depois de uma série de galas de ópera pela Ásia (2017) e do programa ‘Verdissimo’, em 2018 (Europa).

Pavel Baleff, maestro

Nascido perto de Plovdiv (Bulgária), em 1970, Pavel Baleff fez os seus estudos em Sófia, vindo a concluí-los em Weimar, após o que se fixou na Alemanha, onde tem desenvolvido o essencial da sua carreira, dividida entre ópera, bailado e repertório sinfónico. É desde 2007 titular da Philharmonie de Baden-Baden e dirige regularmente como maestro-convidado muitas orquestras alemãs. Além dos principais teatros do espaço germanófono, Baleff também já dirigiu no Bolshoi, Ópera de Montpellier e na Ópera de Sófia. Aqui, a sua estreia na direcção do ‘Anel do Nibelungo’, de Wagner, valeu-lhe em 2016 a distinção de Maestro do Ano no seu país natal. No mesmo ano estreou-se na Staatsoper de Viena, com ‘O elixir de amor’, de Donizetti. Acompanha, em concerto ou em gravação, grandes cantores como Vesselina Kasarova, Krassimira Stoyanova, Edita Gruberova, Anna Netrebko, Piotr Beczala ou Thomas Hampson. Como Diana Damrau e Nicolas Testé, iniciou uma colaboração regular em 2017, em concertos e digressões.

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Fundada em 1992, a Orquestra Metropolitana de Lisboa é um agrupamento de referência no panorama musical português.
Com uma configuração instrumental “clássica”, a sua formação de base é regularmente modulada e alargada, permitindo à Orquestra Metropolitana de Lisboa uma abordagem de praticamente todo o repertório orquestral, de finais do século XVII à contemporaneidade.
De entre os artistas que colaboram com a Orquestra Metropolitana de Lisboa destacam-se maestros como Pablo Heras-Casado, Kristjan Järvi, Eivind Gullberg Jensen, Christopher Hogwood, Enrico Onofri, Leonardo García Alarcón, Hans-Christoph Rademann, Beat Furrer, Magnus Lindberg e solistas como Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Carreras, Felicity Lott, Maria João Pires, Natalia Gutman, Adrian Brendel, Sayaka Shoji e António Menezes, entre muitos outros.
Nomeado em 2021, Pedro Neves desempenha a dupla função de Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa.