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Gala: “Reis e Rainhas da Ópera”

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Créditos Chris Singer

10 DE JUNHO 2021 - 21H00

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

INTÉRPRETES
Diana Damrau, soprano
Nicolas Testé, baixo
Pavel Baleff, maestro
Orquestra Metropolitana de Lisboa

DIANA DAMRAU, a 'diva divina’, como lhe chamou um documentário da televisão alemã ZDF, faz a sua estreia em Portugal numa oportunidade rara de ouvirmos aquela que é considerada uma das mais fenomenais cantoras líricas da atualidade. 
Acompanhada pelo reputado baixo NICOLAS TESTÉ, Diana Damrau traz ao Centro Cultural Olga Cadaval um programa que percorre várias figuras régias da ópera do século XIX, num programa intitulado “Reis e Rainhas”. Um evento único e certamente memorável.

PROGRAMA

Gioacchino Rossini (1792-1868)

‘Semiramide’ (Fev. 1823, La Fenice, Veneza)

- Abertura

- “Bel raggio lusingher”, cavatina de Semíramis, acto I, cena 1 (Diana Damrau)

 

Ambroise Thomas (1811-96)

‘Hamlet’ (Mar. 1868, Ópera de Paris)

“Je t’implore, ô mon frère”, ária de Cláudio, acto III, cena 2 (Nicolas Testé)

 

Camille Saint-Saëns (1835-1920)

‘Une nuit à Lisbonne’ (Nov. 1880, Lisboa, Teatro S. Carlos), barcarola em mib M, op. 63, dedicada ao rei D. Luís

 

Parashkev T. Hadjiev (1912-92)

‘Maria Desislava’ (Mar. 1978, Ruse, Bulgária)

– preghiera “Veliki Bozhe, chui moiata molba”, ária de Maria Desislava (‘Grande Deus, escuta a minha súplica’) (Diana Damrau)

 

Charles Gounod (1818-93)

‘La reine de Saba’ (Fev. 1862, Ópera de Paris)

– “Oui, depuis quatre jours”&“Sous les pieds d’une femme”, recitativo e cavatina de Soliman, acto IV, cena 3 (Nicolas Testé)

 

Léo Delibes (1836-91)

‘Le roi s’amuse’ (música de cena para a peça de Victor Hugo; 1882, Comédie- -Française, Paris)

– ‘Gaillarde’, das ‘Six airs de danse dans le style ancien’, acto I.

 

 

Gaetano Donizetti (1797-1848)

‘Maria Stuarda’ (Dez. 1835, Scala de Milão)

– “O mio buon Talbot!”, recitativo e dueto de Maria Stuart e Talbot, acto III, cena 5 (Diana Damrau e Nicolas Testé)

 

- INTERVALO -

 

Giuseppe Verdi (1813-1901)

‘Don Carlos’ (Mar. 1867, Ópera de Paris)

– “Elle ne m’aime pas!”, ária de Filipe II, acto IV, cena 1  (Nicolas Testé)

 

Gaetano Donizetti (1797-1848)

‘Anna Bolena’ (Dez. 1830, Scala Milão)

– “Come, innocente giovane”&“Non v’ha sguardo”, cavatina e cabaletta de Ana Bolena, acto I, cena 1 (Diana Damrau)

 

Piiotr Ilytch Tchaikovsky (1840-93)

Suite Orquestral n.º 1, em ré m, op. 43 (1878-79)

-  VI. Gavotte, em ré M (‘Allegro’)

 

‘Ievgeny Onegin’ (Mar. 1879, Peq. Teatro, Moscovo)

- ária do príncipe Gremin: “Lyubvi fse vozrasti pokorni” (‘É bom o amor não escolher idades’), acto III; cena 1 (Nicolas Testé)
 

Vincenzo Bellini (1801-35)

‘Norma’ (Dez. 1831, Scala de Milão)

- Abertura

preghiera “Casta diva”: ‘cantabile’ da cena e cavatina de Norma, acto I, cena 1 (Diana Damrau)

Diana Damrau, soprano

Créditos Jiyang Chen


A alemã Diana Damrau é por muitos considerada como a mais brilhante soprano coloratura das últimas duas décadas.
Ela é presença permanente nos mais importantes teatros de ópera do mundo (Met, Covent Garden, La Scala, Opéra, Staatsoper Viena, Ópera da Baviera, Staatsoper Berlim) e em festivais como Salzburgo e Munique. A sua presença, este ano, no Festival de Sintra assinala a sua estreia em Portugal.
O seu repertório operático inclui cerca de 50 diferentes papéis, que vão desde Mozart e do belcanto italiano das primeiras décadas do século XIX (Donizetti e Bellini), passando pela ópera francesa oitocentista, de Meyerbeer a Massenet, e por algum Verdi (Traviata, Rigoletto, Masnadieri) e chegando a Richard Strauss, de cujas óperas é uma destacadíssima intérprete.
Além dos seus compromissos no teatro lírico, Diana Damrau sempre cultivou o seu gosto pelo ‘Lied’, género no qual recuperou a tradição oitocentista do canto acompanhado à harpa, colaborando neste aspecto com Xavier de Maistre. Em 2018, levou o ‘Cancioneiro Italiano’ de Hugo Wolf em digressão, em conjunto com o tenor Jonas Kaufmann e o seu pianista-acompanhador habitual, Helmut Deutsch.
No repertório de concerto, um destaque recente foi a sua participação, no final de 2019, no tradicional Concerto de São Silvestre da Filarmónica de Berlim, onde cantou repertório da Broadway que ela própria seleccionou.
Diana Damrau é uma artista exclusiva da Warner Classics/Erato desde 2007. Para esse e outros selos, ela já gravou mais de duas dezenas de CD e DVD. O lançamento, em 2020, do CD ‘Tudor Queens’ (com a Orquestra da Academia de Santa Cecília/Roma e Antonio Pappano) está na origem da digressão ‘Royal Affairs - Reis e Rainhas da Ópera’ que agora visita Portugal.
Diana Damrau recebeu da Ópera da Baviera o título honorífico de ‘Kammersängerin’ em 2007 e do governo da Baviera a Ordem de Maximiliano para a Ciência e a Arte (2010). Em Maio de 2021, foi agraciada com a Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha.
 

Nicolas Testé, baixo

Créditos Jiyang Chen

O baixo francês Nicolas Testé tem-se afirmado nos últimos anos como um dos cantores de topo do circuito operático. É uma presença regular em gandes teatros internacionais, como o Met, Ópera de Paris (Garnier e Bastilha), Scala, Deutsche Oper (Berlim), Ópera da Baviera, Ópera de Los Angeles, Festival de Glyndebourne, etc.
Nascido em 1970, Testé frequentou o Centro de Formação Lírica da Ópera de Paris desde 1997. O seu repertório inclui, no século XVIII, as óperas de Rameau, Gluck e Mozart; no século XIX, o belcanto e depois todo o repertório romântico frances e italiano; e no século XX inicial, Puccini e Debussy.
Entre os seus papéis recentes, destaca-se a sua estreia como Sarastro (‘Flauta mágica’) na Opéra Bastille e o Talbot da ‘Maria Stuarda’ na Ópera de Zurique. Em 2022 cantará Colline numa produção da ‘Tosca’ no Met.
Na sua discografia constam ‘Fiamma del belcanto’, ao lado de Diana Damrau, Piotr Beczala, entre outros; a ‘Lucia’, de Donizetti, dois discos com John Eliot Gardiner (cantatas de Bach e ‘Alceste’, de Gluck). Em DVD podemos vê-lo em ‘Puritani’, ‘Pescadores de pérolas’ (nomeado para Grammy em 2017), ‘Traviata’, nas duas Ifigénias de Gluck, ‘Castor et Pollux’ (Rameau) e nos ‘Troianos’.
A digressão ‘Kings & Queens of Opera’ é a terceira que empreende com Diana Damrau, depois de uma série de galas de ópera pela Ásia (2017) e do programa ‘Verdissimo’, em 2018 (Europa).

Pavel Baleff, maestro

Nascido perto de Plovdiv (Bulgária), em 1970, Pavel Baleff fez os seus estudos em Sófia, vindo a concluí-los em Weimar, após o que se fixou na Alemanha, onde tem desenvolvido o essencial da sua carreira, dividida entre ópera, bailado e repertório sinfónico. É desde 2007 titular da Philharmonie de Baden-Baden e dirige regularmente como maestro-convidado muitas orquestras alemãs. Além dos principais teatros do espaço germanófono, Baleff também já dirigiu no Bolshoi, Ópera de Montpellier e na Ópera de Sófia. Aqui, a sua estreia na direcção do ‘Anel do Nibelungo’, de Wagner, valeu-lhe em 2016 a distinção de Maestro do Ano no seu país natal. No mesmo ano estreou-se na Staatsoper de Viena, com ‘O elixir de amor’, de Donizetti. Acompanha, em concerto ou em gravação, grandes cantores como Vesselina Kasarova, Krassimira Stoyanova, Edita Gruberova, Anna Netrebko, Piotr Beczala ou Thomas Hampson. Como Diana Damrau e Nicolas Testé, iniciou uma colaboração regular em 2017, em concertos e digressões.

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Fundada em 1992, a Orquestra Metropolitana de Lisboa é um agrupamento de referência no panorama musical português.
Com uma configuração instrumental “clássica”, a sua formação de base é regularmente modulada e alargada, permitindo à Orquestra Metropolitana de Lisboa uma abordagem de praticamente todo o repertório orquestral, de finais do século XVII à contemporaneidade.
De entre os artistas que colaboram com a Orquestra Metropolitana de Lisboa destacam-se maestros como Pablo Heras-Casado, Kristjan Järvi, Eivind Gullberg Jensen, Christopher Hogwood, Enrico Onofri, Leonardo García Alarcón, Hans-Christoph Rademann, Beat Furrer, Magnus Lindberg e solistas como Monserrat Caballé, Kiri Te Kanawa, José Carreras, Felicity Lott, Maria João Pires, Natalia Gutman, Adrian Brendel, Sayaka Shoji e António Menezes, entre muitos outros.
Nomeado em 2021, Pedro Neves desempenha a dupla função de Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

  • O Festival de Sintra 2021 fica também marcado pelo Concerto do 29.º aniversário da Metropolitana.