David Fray & Friends

25 DE SETEMBRO 2022 - 21H00

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

David Fray, piano e direção
Audrey Vigoureux, piano
Emmanuel Christien, piano
Jacques Rouvier, piano

Orquestra de Câmara Portuguesa

 

Concertos para 2, 3 e 4 pianos de J. S. Bach
Pela primeira vez em Portugal, David Fray dirige a partir do piano os concertos para 2, 3 e 4 pianos de J. S. Bach. De inspiração italiana, estes concertos apelam a um extraordinário impulso de energia e de vitalidade. “São uma fonte de alegria, quer para os pianistas, quer para o público” diz David Fray. Datados da década de 30 do século XVIII e esquecidos após a morte de Bach (1750), seria o romantismo a redescobri-los graças a Felix Mendelssohn, que recuperou para o mundo a obra genial do mestre de Leipzig.

PROGRAMA

Concerto para 2 pianos, BWV 1060 em dó menor (1730-1745)
I. Allegro
II . Largo ovvero Adagio
III. Allegro

Concerto para 2 pianos, BWV 1061 em dó maior (1733–34)
I. [sem indicação]
II. Adagio ovvero Largo
III. Fuga. Vivace   

Concerto para 2 pianos, BWV 1062 em dó menor (1736)
I. [sem indicação]
II. Andante e piano
III. Allegro assai

Concerto para 3 pianos, BWV 1063 em ré menor (1735-1745?)
I. [sem indicação]
II. Alla Sicilliana
III. Allegro

Concerto para 4 pianos, BWV 1065 em lá menor (1730?)
I. [Allegro]
II. Largo
III. Allegro

David Fray, piano e direção

 

Descrito pela imprensa como “o exemplo perfeito de um músico pensador” (Die Welt) e aclamado pelas suas interpretações musicais de Bach a Boulez, David Fray atua nas mais prestigiadas salas do mundo como solista com orquestra, em recital e em música de câmara.
Iniciou os estudos de piano aos 4 anos e foi aluno de Jacques Rouvier no Conservatório Nacional de Paris.
Colaborou com orquestras de renome sob a direção de maestros como Marin Alsop, Semyon Bychkov, Andrey Boreyko, Christoph Eschenbach, Daniele Gatti, Paavo Järvi, Kurt Masur, Riccardo Muti, Esa-Pekka Salonen, Michael Sanderling, Yannick Nézet-Séguin e Jaap van Zweden.
Pela Europa atuou com orquestras como Concertgebouw Orchestra, Bavarian Radio Orchestra, Budapest Festival Orchestra, Philharmonia Orchestra, Academy of St. Martin in the Fields, London Philharmonic, Dresden Philharmonic, Deutsche Kammerphilharmonie Bremen, Salzburg Mozarteum, Orchestra del Teatro alla Scala, Orchestre de Paris, Orchestre National de France, Orchestre de la Suisse Romande, Monte Carlo Philharmonic, Scottish Chamber Orchestra e Kammerakademie Potsdam.
David Fray estreou-se nos EUA em 2009 com a Cleveland Orchestra, seguindo-se concertos com a Boston Symphony, San Francisco Symphony, New York Philharmonic, Chicago Symphony, e a Los Angeles Philharmonic.
Apresentou-se em concerto no Carnegie Hall, Lincoln Center, Park Avenue Armory in New York, Chicago’s Orchestra Hall e atua regularmente na Vienna Konzerthaus, Mozarteum Salzburg, Wigmore Hall de Londres, Théâtre des Champs Elysées, entre muitas outras.
Entre os seus mais recentes discos inclui-se os Concertos para 2, 3 e 4 Pianos de Bach, ao lado do seu professor Jacques Rouvier e de Audrey Vigoureux e Emmanuel Christien, e as Sonatas de Violino de Bach com Renaud Capuçon.
David Fray recebeu inúmeros prémios, entre os quais o Echo Klassik Prize para Instrumentista do Ano e o Young Talent Award no Ruhr Piano Festival.

Audrey Vigoureux, piano

Créditos Lucy Vigoureux

Audrey Vigoureux nasceu em Aix-en-Provence no sul de França. Estudou piano em Paris com o grande pedagogo Jacques Rouvier e em Genebra com Sébastien Risler e em música de câmara em Paris com Christian Ivaldi, Jean Mouillère e Itamar Golan.
Audrey Vigoureux formou-se em ambas as escolas em 2004, com honras e prémios, participando de seguida em várias masterclasses com um grupo impressionante de pianistas internacionais, incluindo Joseph Kalichstein, Charles Rosen, Bella Davidovitch e Andràs Schiff. 
Tem feito carreira nos palcos da Europa, Suíça, Ásia e América, incluindo performances na Cité de la Musique de Paris, Theatre des Champs-Elysées, Victoria Hall de Genève, the Shanghai Oriental Art Center, the Beijing National Grand Theatre, the M-Theatre Bangkok, Menuhin Festival de Gstaadt, the Verbier Festival & Academy e Festival International de Piano de La Roque d’Anthéron.
Apresentou-se em concerto com várias orquestras de prestígio, como a Orchestre de la Suisse Romande, Orchestre National du Capitole de Toulouse e El Sistema Orchestra na Venezuela. Colaborou com vários músicos como David Fray, Edgar Moreau, Domingo Hindoyan, Pierre Bleuse, Alissa Margulis, Alexander Buzlov, Sarah Nemtanu, Pierre Fouchenneret, Quatuor Zaïde e Quatuor Bela.
Desenvolveu especial interesse em colaborações com músicos de jazz e artistas de música contemporânea e música eletrónica e em 2010, em Genebra, fundou o Festival Les Athénéennes, que tem crescido exponencialmente, tornando-se desde então num conceituado evento cultural.
O seu disco “Quasi una Fantasia” (Bach/Beethoven), lançado pela editora Evidence, foi unanimemente aprovado pela crítica internacional. Em 2018, juntou-se a David Fray, Emmanuel Christien, Jacques Rouvier e ao String Ensemble of the Orchestre National du Capitole de Toulouse, na gravação dos Concertos para 2, 3 e 4 Pianos de Bach pela Erato Records.
Audreu Vigoureux é professora de piano na Haute Ecole de Musique de Genebra.

Emmanuel Christien, piano

 Créditos Richard Nourry

Nascido em 1982, Emmanuel Christien é admitido por voto unânime do júri no prestigiado Conservatório Nacional de Paris como aluno de Jacques Rouvier, obtendo os seus diplomas de piano, música de câmara e acompanhamento vocal, com elevada distinção.
Atuou e participou em masterclasses com músicos e personalidades conceituadas como J-P. Collard, P. Badura-Skoda, A. Quéffelec, J-C. Pennetier e A. Ciccolini.
Emmanuel Christien ganhou inúmeros prémios em várias competições internacionais, o prémio Brahms na Casagrande Competition e na Vlado Perlemuter Competition.
Fervoroso entusiasta de música de câmara, atuou com artistas como David Fray, Dame Felicity Lott, Clémentine Margaine, Samika Honda, Jean-Claude Pennetier, Adam Laloum e Aurélienne Brauner.
É membro do Ensemble Monsolo e do Trio Gallien, galardoado na Franz Schubert International Competition em Graz, Áustria.
Atua em França, sua terra natal, e em todo o mundo, como solista e músico de câmara, em locais como o Théâtre des Champs-Elysées, Salle Pleyel em Paris, Festival of Saint-Denis, la Roque d'Anthéron, Folle Journée de Nantes, e também no Japão, Índia, China, Itália, Alemanha, Suíça, Canadá, Rússia e Dubai.
Como solista atuou com a Orquestra de Caen, Chamber Orchestra da Moldávia, Orchestra of Montpellier Languedoc-Roussillon, Orchestra de Paris, Lyon Chamber Orchestra, com os maestros Didier Talpain, Stefan Asbury, Lawrence Foster e Cornelius Meister.
Gravou vários discos, sendo os mais recentes Fantasiestücke de Robert Schumann, (Artie’s Records) e os Concertos para 2, 3 e 4 Pianos de J-S Bach com David Fray, Jacques Rouvier e Audrey Vigoureux (Warner).

Jacques Rouvier, piano

 

Filho de um trompista e de uma cantora, Jacques Rouvier estudou no Conservatório Nacional de Paris com Vlado Perlemuter, Pierre Sancan e Jean Hubeau.
Venceu vários prémios internacionais e em 1970 criou o trio Rouvier-Kantorow­ Muller, com o qual atuou durante 35 anos em todo o mundo.
Participou em festivais como Prades, Spoleto, Victoria, Kuhmo, and Aix-en-Provence e ensinou em academias como Mendelssohn Leipzig, Hamamatsu, Holland Music Session.
Foi júri nas mais diversas e prestigiadas competições de piano, Tchaikovsky, Leeds, Santander, Dublin, Montreal, Marguerite Long, Genebra, Beethoven Bonn, Seoul, Hamamatsu e Sendai.
Entre os seus discos, destaque para a gravação da obra integral de piano de Ravel (Calliope) e as Sonatas para Violino e Piano de Debussy e Ravel com JJ Kantorow (Erato).
Depois de 33 anos no Conservatório Nacional e 10 como professor convidado na Berlin UDK, é agora professor no Salzburg Mozarteum desde 2012 e na Musica Mundi Belgium desde 2018.

Orquestra de Câmara Portuguesa

 

A Orquestra de Câmara Portuguesa - Associação Musical tem como missão ser um forum artístico enriquecido com uma visão pluridisciplinar da arte musical e performativa. A ação da OCP projeta-se também através de projetos de cidadania inclusiva originais como o “Notas de Contacto - a OCPsolidária na Cercioeiras”; “Novos Horizontes - a OCPsolidária no Bairro dos Navegadores”, “Sementes OCP”, no Centro Social 6 de Maio e na APAC de Barcelos. Destaca-se ainda, a OCPdois dedicada a projetos que cruzam o mundo dos músicos profissionais com os membros de bandas filarmónicas e refira-se ainda que esteve na base da fundação da Orquestra Académica da Universidade de Lisboa.
A OCP fundou e promove o projeto mais ambicioso de Jovens no país e em 2010 fez nascer a Jovem Orquestra Portuguesa (JOP), representante de Portugal na Federação Europeia de Jovens Orquestras Nacionais (EFNYO), que se destaca pelas internacionalizações anuais em salas e festivais de grande prestígio como o Ateneu em Bucareste ou a Konzerthaus em Berlim, no Festival Young Euro Classic.
A OCP foi fundada por Pedro Carneiro, Teresa Simas, Alexandre Dias e José Augusto Carneiro, em 2007, a direção artística é assegurada por Pedro Carneiro, que lidera a mais recente e virtuosa geração de instrumentistas. A OCP é presença assídua nos Dias da Música em Belém, abrindo espaço a novos solistas e maestros. Trabalhou ainda com artistas e criadores de renome nacional e internacional como Emmanuel Nunes, Sofia Gubaidulina, Miguel Azguime, Jorge Moyano, Cristina Ortiz, Sergio Tiempo, Gary Hoffman, Filipe-Pinto Ribeiro, Carlos Alves, Heinrich Schiff, António Rosado, Artur Pizarro, Tatiana Samouil, entre outros.
Internacionalizou-se em 2010 no City of London Festival, com 4 estrelas no The Times. Tem atuado por todo o país em municípios como Alcobaça, Almada, Batalha, Benedita, Castelo Branco, Coimbra, Lagoa, Leiria, Lisboa, Portimão, Porto, Seia, Setúbal, Tomar, Vila Viçosa e festivais como o Cistermúsica, o Festival Internacional de Paços de Brandão, o Festival das Artes, em Coimbra e o Festival ao Largo.