Conferência-Concerto
D. Fernando II e Elise Hensler

24 DE SETEMBRO 2022 - 17H00

Chalet da Condessa d’Edla

 

Prof. Dra.  Luisa Cymbron, conferencista

participação

Carla Caramujo soprano

João Paulo Santos, piano

 

No local icónico representativo da intimidade e cumplicidade entre D. Fernando e Elise Hensler, o Chalet da Condessa d’Edla, abordar-se-á como a música se tornou a musa romântica de D. Fernando II, com a colaboração da Prof. Dra. Luisa Cymbron, da UNL e da soprano Carla Caramujo, que interpretará algumas árias do repertório de Elise Hensler.
A conferência será realizada após uma breve visita guiada ao Chalet e jardins circundantes pela Parques de Sintra-Monte da Lua a ter início pelas 16h30.

Luísa Cymbron, conferencista

 

Luísa Cymbron realizou toda a sua formação académica em Musicologia na Universidade NOVA de Lisboa, universidade na qual também ensina desde 1986 e onde se doutorou-se 1999 com a tese A Ópera em Portugal (1834-1854): o sistema produtivo e o repertório nos teatros de S. Carlos e de S. João.
As suas áreas de interesse são a música em Portugal no século XIX, a receção do repertório italiano e francês em Portugal e as relações musicais com o Brasil, durante o mesmo período. Em 2001, organizou na Biblioteca Nacional de Portugal a exposição «Verdi em Portugal 1843-2001». Desde 2007, é membro do CESEM (Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical – FCSH); tem colaborado em diversos projetos de investigação em Portugal e Espanha e publicado em revistas e obras de conjunto nacionais e estrangeiras. Desde 2013 é editora para as recensões da Revista Portuguesa de Musicologia. É autora de História da música em Portugal (1992), em colaboração com Manuel Carlos de Brito, do volume de ensaios Olhares sobre a música em Portugal no século XIX: Ópera, virtuosismo e música doméstica (2012) e de Francisco de Sá Noronha (1820-1881): Um músico português no espaço atlântico (2019).

Carla Caramujo, soprano

 Créditos Ana Castro

Sendo hoje uma das mais destacadas sopranos da sua geração, Carla Caramujo venceu os Concursos Nacional Luísa Todi, Musikförderpreis der Hans-Sachs-Loge (Nuremberga), Chevron Excellence, Ye Cronies e Dewar Awards (Reino Unido). É licenciada e mestre pelas Guildhall School of Music and Drama de Londres e Royal Conservatoire of Scotland, sendo uma Samling Artist.
Interpretou Gilda em Rigoletto, Contessa Folleville em Il viaggio a Reims, Clorinda em La Cenerentola, D. Anna em D. Giovanni, Adele em Die Fledermaus, Lisette em La Rondine e Princesse em L’enfant et les Sortilèges no TNSC. Outros papéis e repertório concerto incluem Violetta em La Traviata, Adina em L’elisir d’amore, Armida em Rinaldo, Königin der Nacht em Die Zauberflöte, Herz em Der Schauspieldirektor, Fiordiligi em Cosi fan tutte, Valetto em L’Incoronazione di Poppea, Nena em Lo frate ‘nnamorato e Vespina em Serva Padrona de Pergolesi, 9ª Sinfonia de Beethoven, Missa em dó menor de Mozart, Carmina Burana, Criação de Haydn, Messias de Händel, Paixão segundo S. João e S. Mateus de Bach, Requiem de Brahms, no Reino Unido (Barbican, New Sage Gateshead Music Center, Royal Theatre of Glasgow e Edinburgh Festival Theatre), República Checa (Smetana Hall), Alemanha (Heidelberg Concert Hall), Uruguai (SODRE), Colômbia (Teatro Mayor), México (Teatro Peón Contreras), Argentina (Usina del Arte), Brasil (Sala Cecília Meireles, Theatro da Paz e municipal do Rio de Janeiro), Espanha (Festival Are- more) e nas principais Salas e festivais nacionais.
No âmbito do repertório contemporâneo, foi Salomé na estreia de O Sonho de Pedro Amaral com a London Sinfonietta na Gulbenkian e The Place (Londres), Flight Controller em Flight de Jonathon Dove em Glasgow e Soprano em Lady Sarashina de Peter Eötvös com a Metropolitana. Estreou a versão sinfónica de Lua, canção de uma morte de Nuno Corte- Real com a OSP e Vida e Milagres de Dona Isabel de Alexandre Delgado com a OCC. De João G. Ripper, interpretou, Cartas Portuguesas na Gulbenkian, Iara em Onheama no Festival Terras sem Sombra, Cinco poemas de Vinicius de Moraes, Domitila e a estreia de Icamiabas no Festival Internacional de Música do Pará. Foi La Princesse em Orphée de Philip Glass no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Trabalhou com maestros e encenadores tais como Anne Teresa De Keersmaeker, Emilio Sagi, Paul Curran, Katharina Thalbach, André Heller-Lopes, Annilese Miskimmon, James Bonas, Antonio Pirolli, João Paulo Santos, Julia Jones, Domenico Longo, Joana Carneiro, José Miguel Esandi, Johannes Stert, Nicholas Kraemer, Marcos Magalhães, Alexander Polyanichko, Pedro Neves, Pedro Carneiro, Nuno Coelho, Jorge Matta, Yi-Chen Lin e Christian Curnyn.
Gravou para Naxos, FRAMART e MPMP.
Compromissos futuros incluem D.Anna (D.Giovanni) com a Filarmónica de Joanesburgo (Joburg Theatre), Sinfonia nr. 4 de Mahler no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o papel título em Domitila de J. Ripper e La contessa di Folleville em Il viaggio a Reims (Rossini) no CCB.

João Paulo Santos, pianista

 

Nascido em Lisboa, concluiu o curso superior de piano no Conservatório Nacional desta cidade na classe de Adriano Jordão. Trabalhou ainda com Helena Costa, Joana Silva, Constança Capdeville, Lola Aragón e Elizabeth Grümmer. Como bolseiro da Fundação Gulbenkian aperfeiçoou-se em Paris com Aldo Ciccolini (1979-84). Estreou-se na direção musical em 1990 com The Bear (W. Walton), encenada por Luis Miguel Cintra. Dirigiu óperas para crianças, musicais, concertos e óperas nas principais salas nacionais. Estreou em Portugal, entre outras, as óperas Renard (Stravinski), Hanjo (Hosokawa), Pollicino (Henze), Albert Herring (Britten), Neues vom Tage (Hindemith), Le Vin Herbé (Martin) e The English Cat (Henze) e estreias absolutas de obras de Chagas Rosa, Pinho Vargas, Eurico Carrapatoso e Clotilde Rosa. É responsável pela investigação, edição e interpretação de obras portuguesas dos séculos XIX e XX. A sua carreira atravessa os últimos 40 anos da história do Teatro de São Carlos, onde principiou como correpetidor e maestro titular do Coro, desempenhando atualmente as funções de diretor de Estudos Musicais.