Concerto Inaugural

23 DE SETEMBRO 2022 - 21H00

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

Vesselina Kasarova, mezzo-soprano
Josep Caballé Domenech, maestro
Orquestra Gulbenkian

 

Concerto de abertura

Com uma celebrada carreira internacional atrás de si, Kasarova impôs-se no mundo da ópera como uma das melhores meio-sopranos das últimas três décadas, notabilizando-se num imenso repertório que se estende desde o século XVII ao XX.

Será a ópera francesa oitocentista a dominar o programa que Vesselina Kasarova idealizou para este concerto no Centro Cultural Olga Cadaval, a partir de duas personagens às quais o seu nome está muito associado: a Dalila, da ópera ‘Samson et Dalila’ de Saint-Saëns e a Carmen de Georges Bizet.

A ópera italiana estará representada pela ‘Adriana Lecouvreur’, de Francesco Cilea. O programa completa-se com trechos orquestrais de óperas diversas: as Aberturas do ‘Barbeiro de Sevilha’ (Kasarova foi uma das melhores Rosinas do circuito operático!) e do ‘Roberto Devereux’ (Donizetti) e excertos da música de balé de ‘Le Cid’ (Massenet). A escolha destas três óperas está diretamente relacionada com a figura de D. Fernando II: o ‘Barbeiro’ estreou no ano em que o futuro monarca nasceu (1816); o ‘Devereux’ é do ano em que se tornou rei (1837); e ‘Le Cid’ estreou no ano da sua morte (1885).

PROGRAMA

 

I

Gioachino Rossini
Il barbiere di Siviglia - Abertura (1816)
 
Francesco Cilea
Adriana Lecouvreur (1902)
Ária «Acerba voluttà, dolce tortura» – La Principessa di Bouillon
 
Gaetano Donizetti
Roberto Devereux – Abertura (1837)
 
Camille Saint-Saëns 
Samson et Dalila (1877/92)
Scène 6 « Danse des Prêtresses de Dagon »
Ária « Printemps qui commence » – Dalila
Baccanale
Ária « Mon cœur s’ouvre à ta voix » – Dalila
 
II
 
Jules Massenet
Le Cid: 3 excertos do ballet do Ato II (1885)
Castillane | Madrilenia | Navarraise
 
Georges Bizet
Carmen (1875)
Prelúdio (Ato I)
Recitativo «Quand je vous aimerai?» – Carmen
Habanera «L’amour est un oiseau rebelle» – Carmen
Entreato (Ato III)
Séguedille «Près des remparts de Seville» – Carmen
Entreato (Ato IV)
Ária «En vain pour éviter» – Carmen
Entreato (Ato I-II)
Chanson bohème «Les tringles des sistres tintaient» – Carmen

Vesselina Kasarova, mezzo-soprano

Créditos Marco Borggreve

A mezzo-soprano Vesselina Kasarova é aclamada pela crítica tanto como recitalista como nos seus papéis na ópera, onde se notabilizou nas obras de bel canto de Mozart, Rossini, Bellini e Donizetti.
Vesselina Kasarova nasceu em Stara Zagora, na Bulgária, e aos 4 anos começou a estudar piano. Depois de se formar nesse instrumento, começou a estudar canto com Ressa Koleva na Music Academy of Sofia.
Em 1989 assinou um contrato de dois anos com a Ópera de Zurique, tornando-se numa das artistas favoritas do público. Nesse mesmo ano, venceu o primeiro prémio na competição “Neue Stimmen” in Gütersloh, na Alemanha.
Estrou-se no Salzburg Festival em 1991 como Annio, em ‘La Clemenza di Tito’, de Mozart, sob a direção de Sir Colin Davis. Outros papéis no Salzburg Festival incluem Tancredi, Ombra felice, Zerlina, Farnace, Sesto e Marguerite (‘La Damnation de Faust’). No mesmo ano estreou-se na Vienna State Opera como Rosina (‘Il Barbiere di Siviglia’).
Interpretou papéis como Cherubino, Idamante, Sesto, Dorabella (Mozart), Rosina, Tancredi, Isabella, Angelina (Rossini), entre muitos outros.
Atuou no Grand Théâtre de Genebra, Royal Opera House Covent Garden, Teatre del Liceu em Barcelona, Ópera de Zurique, Deutsche Oper Berlin, Bavarian State Opera in Munich, Opéra National de Paris (Bastille, Garnier), Lyric Opera of Chicago, San Francisco Opera, Vienna State Opera e colaborou com maestros como Nikolaus Harnoncourt, Sir Colin Davis, Pinchas Steinberg, Donald Runnicles, Seji Ozawa, Semyon Bychkov, Daniel Barenboim, Riccardo Muti, Marcello Viotti, Alberto Zedda, Franz Welser-Möst, Sir Roger Norrington, Eve Queler, Wolfgang Sawallisch, Ivor Bolton e Friedrich Haider.
Apresentou-se em concertos e recitais em Munique, Berlim, Roma, Paris, Viena, Dresden, La Scala em Milão, Wigmore Hall em Londres, Carnegie Hall em Nova Iorque, Schubertiade Feldkirch e Festival de la Musique Montreux-Vevey.

Josep Caballé Domenech, maestro

 

Atualmente na sua 11ª temporada como Diretor Musical da Colorado Springs Philharmonic (EUA) e desde 2018 Maestro Principal da Orquestra do Festival de Moritzburg (Alemanha), Caballé-Domenech gosta de combinar na sua intensa carreira o repertório sinfónico e a ópera. Foi Diretor Musical da Staatskapelle Halle (2013-18), Diretor Artístico da Orquestra Filarmónica de Bogotá (2018) e Maestro Convidado Principal da Sinfónica de Norköping (2005-07). Como maestro convidado, Caballé Domenech dirigiu uma lista proeminente de orquestras, incluindo a Royal Philharmonic,, a Filarmonia da BBC, a Orquestra Tonhalle de Zurique, a Bayerischen Rundfunk, a Sinfonia de Bamberg, a WDR Sinfonieorchester, a DSO Berlin, a Filarmonia Checa, a RSO Wien, a Tonkünstler Symphony, a Sinfónica Nacional da Bélgica, Antwerp Symphony, LaVerdi Milano, Royal Stockholm Philharmonic, Swedish Radio Symphony, a Sinfónica Nacional de Espanha, a Orquestra da Rádio e Televisão de Espanha, New Japan Philharmonic e as Orquestras Sinfónicas de Baltimore, Houston, San Antonio, Fort Worth e Sichuan, entre muitas outras.
Reconhecido pelo seu trabalho no repertório operático, Josep Caballé-Domenech dirigiu produções nas Staatsoper de Berlim, de Hamburgo e de Estugarda, na Dresden Semper, Theatre an der Wien, Vienna's Volksoper, Komische Oper, Essen Aalto Theatre, Capitol du Toulouse, Theatre Royal du Versailles, San Carlo di Napoli, ABAO-Bilbao, Teatro de la Zarzuela, São Carlos em Lisboa e Ópera Nacional de Beijing.
Os últimos destaques incluem O Anel de Wagner, The Flying Dutchman, Aida, Tosca e Adriana Lecouvreur na Oper Halle; Fanciulla del West, Pagliacci e Cavalleria Rusticana na Staatsoper de Hamburgo; Salomé e Rosenkavalier no Teatro Mayor de Bogotá; dirigiu Bryn Terfel no Teatro Real; Lang Lang e a Orquesta del Palau de les Arts em Valência e Yo-Yo Ma na Gala do 90º Aniversário da Filarmónica de Colorado Springs.
A sua temporada 2021/22 inclui concertos com a Dresdner Festspiel Orchestra, Plácido Domingo Gala no Stone&Music Festival no Teatro Romano em Mérida e estreia-se com a Niederrheinischer Symphoniker, com as orquestras Sinfónicas de Lübeck, Memphis e Portland, entre outras.
Josep Caballé-Domenech foi agraciado com o Prêmio Aspen pela American Academy of Conducting at AMFS e selecionado como “Protégé” no ciclo inaugural da Rolex Mentor and Protégé Arts Initiative 2002-03 de Sir Colin Davis.

Orquestra Gulbenkian

 

Em 1962 a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu estabelecer um agrupamento orquestral permanente. No início constituído apenas por doze elementos, foi originalmente designado por Orquestra de Câmara Gulbenkian. Ao longo de mais de cinquenta anos de atividade, a Orquestra Gulbenkian (denominação adotada desde 1971) foi sendo progressivamente alargada, contando hoje com um efetivo de sessenta instrumentistas que pode ser pontualmente expandido de acordo com as exigências de cada programa de concerto.
Esta constituição permite à Orquestra Gulbenkian interpretar um amplo repertório que se estende do Barroco até à música contemporânea. Obras pertencentes ao repertório corrente das grandes formações sinfónicas tradicionais, nomeadamente a produção orquestral de Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Mendelssohn ou Schumann, podem ser dadas pela Orquestra Gulbenkian em versões mais próximas dos efetivos orquestrais para que foram originalmente concebidas, no que respeita ao equilíbrio da respetiva arquitetura sonora.
Em cada temporada a Orquestra Gulbenkian realiza uma série regular de concertos no Grande Auditório Gulbenkian, em Lisboa, em cujo âmbito tem tido ocasião de colaborar com alguns dos maiores nomes do mundo da música, nomeadamente maestros e solistas. Atua também com regularidade noutros palcos em diversas localidades do país, cumprindo desta forma uma significativa função descentralizadora. No plano internacional, por sua vez, a Orquestra Gulbenkian foi ampliando gradualmente a sua atividade, tendo até agora efetuado digressões na Europa, na Ásia, em África e nas Américas.
No plano discográfico o nome da Orquestra Gulbenkian encontra-se associado às editoras Philips, Deutsche Grammophon, Hyperion, Teldec, Erato, Adès, Nimbus, Lyrinx, Naïve e Pentatone, entre outras, tendo esta sua atividade sido distinguida, desde muito cedo, com diversos prémios internacionais de grande prestígio.