OS MÚSICOS DO TEJO


JOANA SEARA | SOPRANO

JOÃO FERNANDES | BARÍTONO

MARCOS MAGALHÃES E MARTA ARAÚJO | DIREÇÃO

OS MÚSICOS DO TEJO

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27 DE SETEMBRO 2019 – 21H30

PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

“DA CORTE ÀS RUAS”

Música Portuguesa do século XVIII.

OS MÚSICOS DO TEJO, um dos mais interessantes e profícuos agrupamentos musicais portugueses da atualidade que se dedicam à música de origem portuguesa, apresentam o programa de árias, modinhas e aberturas portuguesas dos séculos XVIII e XIX, pela primeira vez em Portugal depois do sucesso obtido no Festival em Herne (Alemanha) em 2017.

JOANA SEARA | SOPRANO

JOÃO FERNANDES | BARÍTONO

MARCOS MAGALHÃES E MARTA ARAÚJO | DIREÇÃO

 

JOANA SEARA

Em ópera, Joana tem interpretado inúmeros papéis de Monteverdi a Puccini, de Verdi a Francisco António de Almeyda. Destacam-se as suas interpretações de Margery (em The Dragon of Wantley) com a Akademie für Alte Musik Berlin no Festival de Potsdam, Damigella (em Coronation of Poppea) para a English National Opera, Gretel (em Hänsel und Gretel) para Opera Holland Park e Glyndebourne (cover), Dorinda (em Orlando), Zerlina (em Don Giovanni), Despina (em Così fan tutte) na Holanda, Inglaterra e Irlanda, e Galatea (Acis and Galatea) em França. No Teatro Nacional de São Carlos, foi Susanna (em Le nozze di Figaro), Frasquita (Carmen), Tebaldo/Voce dal Cielo (em Don Carlo), Flora (em La Traviata) e Ines (em Il Trovatore). Mais recentemente, apresentou-se como Suor Angelica em St James’s Piccaddily Londres, como artista de Opera Unlimited.

Joana trabalha regularmente nas produções dos Músicos do Tejo (dir Marcos Magalhães). Foi Belinda (em Dido e Eneias), Nerina (em Il Trionfo d’Amore), Vanetta (em Il Frate N’namorato) e Vespina (em La Spinalba). Também com este grupo, lançou dois projetos discográficos: La Spinalba (Naxos) e As Árias de Luísa Todi.

Outra discografia incui 18th-Century Portuguese Love Songs (Hyperion) com L’Avventura London.

Joana tem-se apresentado na interpretação de grandes obras de oratória nos mais importantes palcos portugueses, destacando-se os grandes auditórios do CCB, da Gulbenkian e na Igreja de São Roque. Das obras interpretadas, destacam-se as Cantatas n.º 127 e 140 de Bach (dir. Ton Koopman), Jeanne d’Arc au bûcher de Honegger (dir. Simone Young), a Paixão seg. São João com os King’s Consort (dir. Mathew Halls), a Paixão seg. São Mateus com a Orquestra Barroca Divino Sospiro (dir. Enrico Onofri) e O Messias com a Orquestra Metropolitana (dir. Nicholas Kraemer) e com a Orquestra do Norte (dir. Jorge Matta). Também com a Orquestra Barroca Divino Sospiro (dir. Enrico Onofri e Massimo Mazzeo), atuou nos festivais de Ile de France, Ambronay, Mafra e Varna. Com os Músicos do Tejo, apresentou-se nos Festivais de Alcobaça, Mafra e em Goa, Índia.

Joana estudou na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, como bolseira da Fundação Gulbenkian.

MARCOS MAGALHÃES

Nasceu em Lisboa, estudou na ESML e no CNSM de Paris com C. Rousset, K. Gilbert, K. Haugsand, F. Marmin, C Rosado Fernandes e K Weiss.

Marcos Magalhães tem desenvolvido intensa atividade concertística tanto em Portugal como no estrangeiro: Ensemble Barroco do Chiado na Temporada Gulbenkian, Centro Cultural Gulbenkian em Paris, Festa da Música - CCB, nos festivais de Espinho, Mafra, Encontros com o Barroco do Porto; com outros agrupamentos - concertos em Paris, Bratislava, Festival "les Baroquiales" em Nice e no Festival dos Capuchos.

No verão de 2003 tocou com o Ensemble Barroco do Chiado a convite da Fundação Oriente na Índia (Nova Deli, Goa e Bangalore) e Sri Lanka (Colombo). Tocou na Festa da Música do CCB a solo e em duo com Paulo Gaio Lima e a solo com a Orquestra Gulbenkian sob a direção de Joana Carneiro. Participou em várias produções de ópera e integrou a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra da Madeira e a Orquestra Barroca da União Europeia em variadas ocasiões.

Fundou, em conjunto com Marta Araújo, Os Músicos do Tejo, grupo dedicado à música antiga.

Dirigiu no CCB as óperas La Spinalba de F. A. de Almeida, Lo Frate Nnamorato de G.B Pergolesi, Le Carnaval et la Folie de A.C. Destouches, a serenata de F. A. de Almeida Il Trionfo d'Amore e Dido e Eneias de H. Purcell (fund. Gulbenkian).

Dirigiu e editou os CD's Sementes do Fado (com Ana Quintans e Ricardo Rocha), As Árias de Luísa Todi (com Joana Seara) e já foram editados pela Naxos três discos, por si dirigidos: La Spinalba,  Il Trionfo d'Amore, ambas obras de F. A. de Almeida, e From Baroque to Fado.

Dirigiu em várias ocasiões a Orquestra Metropolitana. Também tem colaborado com esta mesma orquestra como continuista e solista. Dirigiu em 2019 a Orquestra Sinfónica Portuguesa num concerto com o Te Deum de G. Totti.

É doutorado pela Universidade Nova, com uma tese em torno das Modinhas Luso-Brasileiras. É professor no liceu Francês Charles Lepierre.

MARTA MORAIS ARAÚJO

Nasceu em Lisboa. Aprendeu as primeiras peças de piano com a sua mãe. Posteriormente prosseguiu os estudos de piano com Gabriela Canavilhas na Academia dos Amadores de Música de Lisboa e com Ana Sousa Lima na Escola de Música do Conservatório Nacional, onde terminou o curso de Piano com elevada classificação.

Diplomou-se em Arquitetura, na Faculdade de Arquitetura de Lisboa - Universidade Técnica de Lisboa.

Obteve a licenciatura em Cravo - Área de Música Antiga, na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo, na classe da professora Ana Mafalda Castro.

Concluiu o mestrado em Programação e Gestão Cultural, na ECATI – ULHT.

Como bolseira do programa Erasmus, estudou com Siebe Henstra na Utrecht School of Arts, na Holanda. Frequentou diversas masterclasses com Jacques Ogg, nos cursos da Casa de Mateus e com Ketil Haugsand, nos cursos de Música Antiga de Lisboa.

No âmbito da pedagogia frequentou os cursos de Jos Wuytack e de Edwin Gordon.

Tocou com a Orquestra Académica Metropolitana, sob a direção do maestro Jean-Marc Burfin, atuou no Convento de Mafra, na Aula Magna, no CCB, na Festa da Música, com a Orquestra Metropolitana tocou música para os Reais Fogos-de-Artifício, de Haendel sob a direção de Cesário Costa, com a Orquestra Divino Sospiro, sob a direção de Amandine Bayer, com a orquestra Concerto Moderno, sob a direção de César Viana e com a OSP, sob  direção de Ricardo Minasi.

Com o grupo Os Músicos do Tejo, que fundou em 2005, conjuntamente com Marcos Magalhães e do qual é co-diretora, produtora e cravista, participou em produções de ópera como “La Spinalba”, “Lo Fratte Nnamorato” ( Público, 4 estrelas), “Le Carnaval et la Folie” (Público, 4 estrelas) e “Il Trionfo d' Amore” (Público, 4 estrelas) no CCB, “Dido e Eneias” na Fundação Calouste Gulbenkian (Expresso, 5 estrelas), “Paride ed Elena” (Público, 4 estrelas) e na Oratória “La Giuditta”, que foram muito bem acolhidos pela crítica especializada.

Com a ópera “La Spinalba”, fez digressão em vários teatros, tais como o Teatro Viriato, em Viseu, Teatro Municipal de Almada e no Festival Are More, em Vigo.

Em 2007, formou com António Carrilho e Marcos Magalhães um trio com dois cravos e flauta e atuaram no Fórum Eugénio Almeida, em Évora, no Festival Maio Barroco Óbidos, no Mês da Música em Setúbal, no Festival Raízes Ibéricas - Música em Diálogo, com o maestro José Atalaya, na Biblioteca Nacional de Portugal e no IV Festival de Música Antiga de Castelo Novo. Com este agrupamento, gravou, em 2008, para a RDP - Antena 2.

Produziu e participou, como cravista, em diversos concertos d’Os Músicos do Tejo, tais como "As Árias de Luísa Todi", no Festival de Música da Cartuxa, “Esplendor do Barroco”, em Música nos Mosteiros - Concertos em Rede Igespar, Festival das Artes em Coimbra (em duas edições do Festival) “Viagem pelo Barroco Europeu”, no Theatro Braga Circo e Teatro Municipal de Almada, Teatro Constantino Nery, Forum Luisa Todi, Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim , Dias da Música em Belém - CCB, “Il Mondo della Luna”, no Festival Cistermúsica, Alcobaça, Gulbenkian no Festival PJM, Concertos de Natal EGEAC, Ciclo de concertos “Tejo no Thalia - Ciência na Música” no Teatro Thalia, Encontros de Musica Antiga de Loulé, Festival Med Classic em Loulé, Música nos Claustros em Évora, entre outros.

Com o espetáculo “Sonho de uma noite de verão”, atuou como cravista no CCB, Festival Facyl em Salamanca e em Guimarães, Capital da Cultura.

Destacam-se também a apresentação do concerto “Fado Barroco” na F.C. Gulbenkian e do concerto no festival de Herne com a participação de Joana Seara e João Fernandes, que teve transmissão direta na rádio clássica alemã WDR3.

Participou na produção e edição de quatro CD' s como diretora artística, produtora e cravista, nomeadamente “As Árias de Luísa Todi” (Público, 4 estrelas), a ópera “La Spinalba”, editado pela NAXOS em novembro de 2012 e que obteve excelente crítica nacional (Público, 5 estrelas) e internacional (Revista Diapason, 4 estrelas), a serenata, “Il Trionfo d’ Amore”, NAXOS, outubro de 2015, tendo este último tido um excelente acolhimento por parte da crítica – 5 estrelas (em 5) no Público, no Diário de Notícias e Expresso, 4 na Revista Diapason – tendo sido nomeado para a escolha “Bestenliste” da Preis der “Deustschen Schallplattenkritik.” Faz parte dos melhores discos do ano do Público e do Expresso.

O mais recente CD, “From Baroque to Fado –A Journey trough portuguese music”  com Ana Quintans e Ricardo Ribeiro, obteve ótimo acolhimento tanto a nível nacional como internacional.

Participou nas conferências de apresentação dos discos na FNAC, na Biblioteca Nacional e no evento “Aqui há Conversas” nos Dias da Música, em 2016.

Lecionou no Conservatório Regional de Setúbal, Academia de Música Eborense e Escola Profissional de Música de Évora.

Desde 2003/2004 que exerce atividade docente na classe de Piano no Conservatório de Música da Metropolitana de Lisboa (CMML) e em 2006 criou a classe de Cravo no CMML.

Foi co-autora com Marcos Magalhães, do programa de rádio na Antena 2, “Ao Correr do Som”.

“OS MÚSICOS DO TEJO”

Projeto musical no campo da música antiga, fundado em 2005 e dirigido por Marcos Magalhães e Marta Araújo. Na sua existência, Os Músicos do Tejo já desenvolveram uma parceria com o CCB que os levou produzir cinco óperas, editaram quatro discos, apresentaram-se em inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro e foram objeto de diversos apoios institucionais. As óperas estreadas no CCB (La Spinalba e Il Trionfo d’ Amore, Lo Frate ´nnamorato, Le Carnaval et la Folie, e Paride ed Elena), foram recebidas com grande êxito junto do público e da crítica especializada. A ópera La Spinalba teve uma digressão em Portugal e em Espanha e já vai na sua décima apresentação. Os Músicos do Tejo apresentaram-se em concerto em locais tão variados como Mafra, Vigo, Brest, Paris, Goa, Índia, Sastmala, Finlândia e Praga.

Os Músicos do Tejo têm cinco CD's editados: As Sementes do Fado, As Árias de Luisa Todi, La Spinalba, Il Trionfo d'Amore e From Baroque to Fado - A Journey Through Portuguese Music, Todos tiveram excelentes críticas e os CD's La Spinalba e Il Trionfo d’Amore obtiveram excelentes criticas no âmbito nacional (Público, Diário de Notícias e Expresso) e, internacionalmente, na revista Diapason. Il Trionfo foi nomeado na Bestenliste da Preis der Deustschen Schallplattenkritik.

Também na Fundação Calouste Gulbenkian, Os Músicos do Tejo têm apresentado vários concertos, dos quais se destacam Dido e Eneas de Purcell, a colaboração com o realizador Pedro Costa e Fado Barroco, com Ana Quintans e Ricardo Ribeiro, tendo a gravação deste último concerto sido editado pela Naxos em 2017.

Participaram em diversos eventos, tais como o Festival Internacional de Música de Varzim, CisterMúsica em Alcobaça, Igespar, Festival das Artes de Coimbra - Quinta das Lágrimas, Ciclo Ciência na Música - Tejo no Thalia, Música nos Claustros em Évora, entre outros.

Em novembro de 2017, Os Músicos do Tejo obtiveram grande sucesso no Festival de Herne, num concerto com a participação de Joana Seara e João Fernandes que teve transmissão direta na rádio clássica alemã WDR3

Recentemente apresentaram seis récitas da ópera barroca com marionetas, As Guerras de Alecrim e Mangerona, no âmbito do Festival Cistermúsica e do Arte em Rede e a Oratória La Giuditta de F.A. Almeida na TMSR 2018.

Nos Dias da Música em 2018 no CCB, em dezembro de 2018 no Teatro Nacional São João no Porto e em julho de 2019 em Évora, apresentaram “Veneza e os Limites da Moralidade” com a atriz Luísa Cruz.

Nos Dias da Música de 2019, apresentaram com grande sucesso um espetáculo em torno de Shakespeare, "To Play or Not To Play" com ator e cantor João Fernandes.

Projetos futuros incluem dois espetáculos em Madrid, em outubro, "As Filhas do Fogo" em colaboração com o cineasta Pedro Costa e em junho de 2020, "Fim de Festa Barroco com Fado", integrado no XIVII Ciclo de Grandes Autores e Intérpretes da Música - Universidade Autónoma de Madrid.

Os Músicos do Tejo têm o apoio da Câmara Municipal de Lisboa e da Biblioteca Nacional de Portugal.