MATUTTINI DE’ MORTE,
DE JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO


ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA
CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS
GRAEME JENKINS | 
CONDUCTOR
EDUARDA MELO |
SOPRANO
CÁTIA MOREZZO |
MEIO SOPRANO
MARCO ALVOS DOS SANTOS |
TENOR
LUÍS RODRIGUES |
BARÍTONO
ANDRÉ BALEIRO |
BARÍTONO
NUNO DIAS |
BARÍTONO

MATUTTINI DE’ MORTE

JOÃO DOMINGOS BOMTEMPO

(1775-1842)
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12 DE SETEMBRO 2019 – 21H30

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

Oratória coral-sinfónica

João Domingos Bomtempo (1775-1842)

MATUTTINI DE’ MORTE

(obra completa 9 Responsórios)

Obra estreada em 1822 para a trasladação do corpo de D. Maria I para a Basílica da Estrela.

4 Responsórios em 2019 - 1ª audição moderna, com gravação com vivo.

Primeira parte de projeto a dois anos: em 2019 o Festival de Sintra apresenta quatro responsórios; em 2020 apresentará os restantes cinco responsórios, com edição discográfica no segundo centenário da estreia da obra.

João Domingos Bomtempo, defensor da causa liberal, após anos de luta contra o absolutismo, torna-se no compositor do novo regime constitucional, protegido por D. Maria II e D. Fernando, padrinhos de batismo do seu filho.

Agraciado com Comenda da Ordem de Cristo e nomeado mestre de música da Rainha D. Maria II, Bomtempo foi um reformador, um pedagogo, fundador do Conservatório Nacional de Lisboa com Almeida Garrett e ainda um verdadeiro ativista social, colocando a sua música ao serviço das causas do liberalismo e constitucionalismo.
ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA
CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS

Quatro Responsórios para 6 solistas, Coro e Orquestra

GRAEME JENKINS
 | MAESTRO

EDUARDA MELO | SOPRANO

CÁTIA MOREZZO | MEIO SOPRANO

MARCO ALVES DOS SANTOS | TENOR

LUÍS RODRIGUES | BARÍTONO

ANDRÉ BALEIRO | BARÍTONO

NUNO DIAS | BARÍTONO

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CORO DO TEATRO NACIONAL DE SÃO CARLOS

Criado em condições de efetividade em 1943, sob a direção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975 colabora nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtém o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participa em estreias mundiais de autores portugueses, casos de Fernando Lopes Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980 é criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direção de Antonio Brainovitch.

ORQUESTRA SINFÓNICA PORTUGUESA

Criada em 1993, a Orquestra Sinfónica Portuguesa (OSP) é um dos corpos artísticos do Teatro Nacional de São Carlos e tem vindo a desenvolver uma atividade sinfónica própria, incluindo uma programação regular de concertos, participações em festivais de música nacionais e internacionais.

No âmbito de outras colaborações destaque-se também a sua presença nos seguintes acontecimentos: 8.º Torneio Eurovisão de Jovens Músicos transmitido pela Eurovisão para cerca de 15 países (1996); concerto de encerramento do 47.º Festival Internacional de Música y Danza de Granada (1997); concerto de Gala de Abertura da Feira do Livro de Frankfurt; concerto de encerramento da Expo 98; Festival de Música Contemporânea de Alicante (2000); e Festival de Teatro Clássico de Mérida (2003).

Colabora regularmente com a Rádio e Televisão de Portugal através da transmissão dos seus concertos e óperas pela Antena 2, designadamente a realização da Tetralogia Der Ring Des Nibelungen, transmitida na RTP2 e da participação em iniciativas da própria RTP, tais como o Prémio Pedro de Freitas Branco para Jovens Chefes de Orquestra, o Prémio Jovens Músicos-RDP e a Tribuna Internacional de Jovens Intérpretes.

No âmbito das temporadas líricas e sinfónicas, a OSP tem-se apresentado sob a direção de notáveis maestros, tais como Rafael Frühbeck de Burgos, Alain Lombard, Nello Santi, Alberto Zedda, Harry Christophers, George Pehlivanian, Michel Plasson, Krzysztof Penderecki, Djansug Kakhidze, Milán Horvat, Jeffrey Tate e Iuri Ahronovitch, entre outros.

A discografia da OSP conta com dois CD’s para a etiqueta Marco Polo, com as Sinfonias n.º 1 e n.º 5, e n.º 3 e n.º 6, de Joly Braga Santos, as quais gravou sob a direção do seu primeiro maestro titular, Álvaro Cassuto, e «Crossing Borders» (obras de Wagner, Gershwin, Mendelssohn), sob a direção de Julia Jones, numa gravação ao vivo pela Antena 2.

No cargo de maestro titular, seguiram-se José Ramón Encinar (1999/2001), Zoltán Peskó (2001/2004) e Julia Jones (2008/2011); Donato Renzetti desempenhou funções de Primeiro Maestro Convidado entre 2005 e 2007.

Atualmente, a direção artística é exercida por Joana Carneiro.

GRAEME JENKINS

Graeme Jenkins estudou na Universidade de Cambridge. Foi diretor musical da Glyndebourne Touring Company (1986-91) e diretor musical da Ópera de Dallas (1994-2013). Foi também maestro principal da Ópera de Colónia (1997-2002). Ao longo da presente temporada dirigiu as óperas Katya Kabanová, de Janáček, Un ballo in maschera e Otello, de Verdi, na Ópera de Viena. Na temporada 2016-2017 dirigiuPeter Grimes, de Britten, no Teatro Nacional de São Carlos, e Tristão e Isolda, de Wagner, no Centro Cultural de Belém. No Reino Unido trabalhou para a Royal Opera House, a English National Opera, a Scottish Opera, a Opera North e em Glyndebourne, onde iniciou a sua carreira como assistente de Bernard Haitink e Simon Rattle. Colaborou também com a Ópera de Genebra, a Ópera Holandesa, a Ópera de Paris, a Ópera Real da Dinamarca, a Ópera de Berlim e o Theater an der Wien. Na América do Norte trabalhou para a Ópera de St Louis e para a Companhia de Ópera do Canadá, entre outras. Estreou-se na Ópera de Sidney, na Austrália, com La bohème, de Puccini, tendo regressado para dirigir Os mestres cantores de Nuremberga, de Wagner, O Cavaleiro da Rosa, de R. Strauss, e Madama Butterfly, de Puccini. Na Ásia dirigiu As bodas de Figaro, de Mozart, para o Festival de Hong-Kong, e Otello, em Seul. Dirige também regularmente as grandes obras orquestrais e corais e é aclamado pelas suas interpretações de Mozart, R. Strauss e Britten.