LE POÈME HARMONIQUE

VINCENT DUMESTRE | THEORBO, BAROQUE GUITAR AND ARTISTIC DIRECTION

DANZA!
Danças espanholas no século XVII em França

ISABELLE DRUET | MEZZO SOPRANO
FIONA-ÉMILIE POUPARD | VIOLIN
LUCAS PERES | VIOLA DA GAMBA
SIMON GUIDICELLI | CONTRABASS
SYLVAIN FABRE | PERCUSSION

LE POÈME HARMONIQUE

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18 DE SETEMBRO 2019 – 21H30

PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

Danza!

Danças Espanholas na França do Século XVII

Obras de Luis de Briceño (XVI), Antonio Martin y Coll (1650 – 1734), Pedro Calderón de la Barca (1600 – 1681), Henry Le Bailly (158? – 1637), Etienne Moulinié (1599 – 1676), Francisco Berxes (datas desconhecidas).

O século XVII em França foi um século de dança. Teria sido assim sem a influência de Espanha? Quando Luís XIII se casou com a espanhola Infanta Anne da Áustria, não apenas infundiu na linhagem real o sangue espanhol, mas também impregnou a corte com as folias, sarabandas, españolas e españoletas do norte dos Pirinéus.

Do palácio às ruas, através de uma infinidade de géneros, o ritmo da dança, implacável como o sol andaluz, impôs-se na França de setecentos.

 

Vicent Dumestre e Le Poème Harmonique

O seu forte gosto pelas artes, o seu senso criativo pela estética barroca, a sua paixão pela exploração musical e seu gosto pela aventura coletiva, levaram-no a dedicar-se a decifrar os repertórios dos séculos XVII e XVIII e a criar um ensemble à sua medida. Com seu « Le Poème Harmonique », Vincent Dumestre é hoje um dos mais inventivos e versáteis artesãos do renascimento barroco.

VINCENT DUMESTRE | THEORBO, BAROQUE GUITAR AND ARTISTIC DIRECTION

DANZA!
Danças espanholas no século XVII em França

ISABELLE DRUET
 | MEZZO SOPRANO


FIONA-ÉMILIE POUPARD | VIOLINO

LUCAS PERES | VIOLOA DA GAMBA

SIMON GUIDICELLI | CONTRABAIXO

SYLVAIN FABRE | PERCUSSÕES

PROGRAMA

Luis de Briceño, Españoleta
Luis de Briceño, Andalo çaravanda
Lloren, lloren mis ojos, extract from the Libro de tonos humanos
Luis de Briceño, El caballo del marques
Luis de Briceño, Que tenga yo mi mujer
Antonio Martin y Coll, Diferencias sobre la gayta
Pedro Calderón de la Barca, Monologue de Segismundo (La vida es sueño)
Henry Le Bailly, Pasacalle de la Locura
Luis de Briceño, Canario
Etienne Moulinié, El baxel esta en la playa
Anonyme, No soy yo, extract from the Cancionero de Uppsala
Francisco Berxes, Ay, que mal
Luis de Briceño, Folia - Serrana si vuestros ojos, 
Luis de Briceño, Di me de que te quexas

VINCENT DUMESTRE

O seu forte gosto pelas artes, o seu senso criativo de estética barroca, a sua paixão por explorar e seu gosto pela aventura coletiva, encorajaram-no a decifrar os repertórios dos séculos XVII e XVIII e a criar um ensemble à sua medida. Com o seu Le Poème Harmonique, Vincent Dumestre é hoje um dos mais inventivos e versáteis artesãos do renascimento barroco, abrangendo a direção de orquestra e coral, a direção artística e a programação da temporada musical, sem abandonar a prática instrumental dos seus primeiros instrumentos de eleição, as cordas pinçadas.
Sendo convidado para todos os mais importantes centros da atividade da música barroca internacional, Vincent Dumestre desenvolve parte de sua atividade na Normandia, onde fundou o seu ensemble e também garante a direção artística do Festival de Música Barroca do Jura.

Foi também encarregue de dirigir a temporada de 2017 do Festival Misteria Paschalia em Cracóvia.

Vincent Dumestre é cavaleiro na Ordem Nacional de Artes e Letras e da Ordem Nacional do Mérito. Entre recuperações ou encenações de obras de compositores conhecidos, sempre em programas inusitados, Vincent Dumestre nunca deixa de propor verdadeiras recriações artísticas, abrindo horizontes a toda uma gama de música vocal e instrumental, oferecendo-lhe uma larga visibilidade que se constitui como uma referência na nova interpretação da Música Antiga europeia.

LE POÈME HARMONIQUE

Fundado por Vincent Dumestre em 1998, “Le Poème Harmonique” é um ensemble de músicos entusiastas dedicados à performance da música dos séculos XVII e XVIII. Desfrutando de uma forte presença nas cenas francesa e internacional, os seus programas criativos e exigentes refletem uma abordagem musicologicamente informada do repertório e uma apreciação profunda das texturas vocais e instrumentais.

O seu repertório abarca obras de Lalande, Lully, Couperin, Clérambault, Charpentier e outros, que marcaram o ritmo de vida em Versalhes, as  suas rotinas e cerimónias, além de obras da Itália barroca, incluindo Monteverdi e Pergolesi e do barroco inglês.  A sua colaboração contínua com o diretor Benjamin Lazar, selada por uma apreciação mútua por Lully, resultou em espetáculos amplamente aclamados (incluindo Le Bourgeois gentilhomme, Cadmus e Hermione e o recente Phaéton, realizado em Perm e Versailles com “musicAeterna”). Le Poème Harmonique é presença frequente nos principais festivais de música, incluindo na Philharmonie de Paris, Ópera-Comique, Teatro dos Campos Elísios, Ópera Real de Versalhes, Festivais de Ambronay, de Beaune, e de Sablé, Wigmore Hall (Londres), Cidade Proibida em Pequim, Wiener Konzerthaus, Concertgebouw de Amsterdã, BOZAR - Centro de Belas Artes de Bruxelas, Oji Hall (Tóquio), Universidade de Columbia (Nova York), Teatro San Carlo de Nápoles, Accademia Santa Cecília de Roma, Filarmónica de São Petersburgo, Filarmónica e a BBC Proms.

Le Poème Harmonique celebra 20 anos em 2019 oferecendo, para o seu milésimo concerto, novas criações em Viena (Hail! Bright Cecilia!, Purcell, Konzerthaus), na Normandia (Élevations, Cirque-Théâtre de Elbeuf, Teatro de Caen, Coronis, zarzuela de Sebastián Durón), em Roma ( Musiche di Bellorofonte Castaldi, com a mezzo-soprano Eva Zaïcik), a ser marcado pelo lançamento de um DVD de Phaeton e dois álbuns – “Anamorfosi” e “Airs de Cour”, que se juntam aos 30 CD's já editados pelo ensemble pela Alpha.