CONCERTO DE ABERTURA


NELSON FREIRE | PIANO

RAPHAEL OLEG | MAESTRO

ORQUESTRA GULBENKIAN

Concerto de Abertura

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6 DE SETEMBRO 2019 – 21H30

CENTRO CULTURAL OLGA CADAVAL

Nelson Freire é uma das maiores lendas vivas do piano no mundo. Criança prodígio, a sua trajetória assenta numa extraordinária liberdade artística e classe interpretativas que combina com técnica e inteligência raras. Vencedor do Concurso Vianna da Motta em 1964, o então jovem pianista brasileiro de 19 anos lança-se numa carreira internacional impressionante, desde cedo qualificada como a de “um dos maiores pianistas desta ou de qualquer outra geração” pela revista Time. Recentemente foi-lhe atribuído o Lifetime Achievement Award pela “International Classical Music Awards”, que junta a uma lista de importantes condecorações oficiais em vários países.

É com Grieg e Dvorak que celebramos a cumplicidade entre as músicas e os estilos neste concerto, compositores que assentam a sua música nas tradições dos seus países, a Noruega e a Checoslováquia.

NELSON FREIRE | PIANO

RAPHAEL OLEG | MAESTRO

ORQUESTRA GULBENKIAN

Concerto para piano de Grieg

8ª Sinfonia de Dvorjak

PROGRAMA


EDVARD GRIEG (1843-1907)

Peer Gynt Suite nº 1, op. 46

  1. Morning Mood
  2. Death of Åse
  3. Anitra's Dance
  4. In the Hall of the Mountain King

 

Concerto para Piano em Lá m, op. 16

  1. Allegro molto moderato
  2. Adagio

III. Allegro moderato molto e marcato

Intervalo

ANTONIN DVORAK (1841-1904)

Sinfonia nº 8, op. 88

  1. Allegro con brio  
  2. Adagio  
  3. Allegretto grazioso – Molto Vivace 

Allegro ma non troppo

NELSON FREIRE

Nascido em 1944 em Boa Esperança, Minas Gerais, Nelson Freire cedo se transfere com a família para o Rio de Janeiro, onde é formado por duas grandes mestras, Nise Obino e Lúcia Branco. Laureado no I Concurso Internacional do Rio de Janeiro, com apenas 12 anos, recebe uma bolsa do então Presidente Juscelino Kubitschek e parte para Viena, onde se aperfeiçoa com Bruno Seidlhofer. Data de então o início de sua amizade com Martha Argerich, que constituirá um constante eixo de referência e colaboração artística. A partir de sua vitória em 1964 no Concurso Vianna da Motta, em Lisboa, começa a sua carreira de astro internacional. Agraciado em 1964 com as Medalhas Dinu Lipatti e Harriet Cohen,  “o jovem leão do teclado”, como foi chamado pelo crítico do Times de Londres, passa a ser convidado como solista pelas melhores orquestras do mundo e a apresentar-se nos palcos mais prestigiados.

A partir de então, ao longo de seis décadas e com atuações em cerca de 70 países, Nelson Freire tornou-se uma estrela de máxima grandeza no cenário internacional. Ele gravou para a Sony/CBS, Teldec, Philips e Deutsche Grammophon. Desde 2003, ele tem contrato de exclusividade com a DECCA. Seus discos obtiveram os prêmios Diapason d’Or, Grand Prix du Disque, Victoire d´Honneur, Edison Award, Gramophone Award e o Grammy Latino por “Nelson Freire Brasileiro”, em 2013.  Recebeu numerosas condecorações como a de Cidadão Carioca, Cavaleiro da Ordem do Rio Branco, Légion d’Honneur, Comendador des Arts et des Lettres, Medalha Pedro Ernesto, Medalha da cidade de Paris, Medalha da cidade de Buenos Aires e o doutorado honoris causa pela Escola de Música da UFRJ e da Universidade Federal de Minas Gerais. Em 2003 foi tema de um filme documentário de João Moreira Salles,“Nelson Freire – Um Homem e sua Música”.

Apresentou-se com os regentes de maior prestígio como Valery Gergiev, Riccardo Chailly, Yuri Temirkanov, Seiji Osawa, Charles Dutoit, André Previn, Pierre Boulez, Lorin Maazel, Kurt Masur, Eugen Jochum, Rudolf Kempe, Rafael Kubelik e Sir Colin Davis com as orquestras Filarmônicas de Berlim, Londres, Nova York e Israel, a Concertgebouw de Amsterdam, a Gewandhaus de Leipzig, as Sinfônicas de Paris, Nacional da França, Munique, Tóquio, São Petersburgo, Boston, Chicago e Viena.

Em 2018, apresentou-se na Philharmonie de Paris, Philharmonie de Berlin, Scala de Milão, Concertgebouw de Amsterdam, Ópera de Sydney e Carnegie Hall.

Em 2019, recebeu o Life Achievement Award of the ICMA pelo conjunto de sua carreira.

RAPHAËL OLEG

Durante a sua longa carreira internacional como violinista, Raphaël Oleg teve a oportunidade de colaborar com muitos maestros como Lorin Maazel, Daniel Barenboïm, Jeffrey Tate, Riccardo Chailly, Wolfgang Sawallisch, Armin Jordan, Paavo Berglund, Michel Plasson, Semyon Byshkov, Günther Herbig, Libor Pešek, Vernon Handley, Sir Neville Mariner, Evgueni Svetlanov Kazushi Ono, Otaka Tadaaki, Marek Janowsky, Mark Wigglesworth, Ronald Zollman .

Esta situação privilegiada permitiu-lhe conviver de perto com o trabalho destes grandes maestros, mas só depois de decidir deixar a sua atividade de violinista, se envolveu totalmente na direção de orquestra.

O apelo do repertório e o desejo de continuar a servir a música, mas através de novos meios fê-lo entrar na Hochschule der Künste em Berna para estudar com Dominique Roggen (ex-assistente de Rudolf Kempe) em Munique a arte sutil do alemão Kappelmeister. Em 2015, a convite de Théophanis Kapsopoulos, tornou-se o primeiro maestro convidado da Orquestra Juvenil do Cantão de Friburgo (Suíça). Também colaborou com Heinz Holliger e Gábor Takacs-Nagy em vários projetos orquestrais. Em 2018, Ronald Zollman convidou-o para dirigir na Bélgica a 6ª Sinfonia de Mahler 6th e Metamorphoses de Richard Strauss.

Vencedor do notório concurso Tchaikovsky em 1986, Raphaël Oleg permanece até hoje o único violinista francês a ganhar a medalha de ouro.

Desde 1995, leciona na Musik Akademie de Basel e desde 2014 no Institut Supérieur des Arts de Toulouse. Em 1997, a Académie des Beaux Arts atribuiu-lhe o Prémio Del Duca.

Raphaël Oleg é Chevalier des Arts et Lettres.