A igreja matriz de Colares foi, na sua origem, um templo quinhentista, do qual restam, no entanto, alguns elementos, como a pia de água benta, o púlpito de planta quadrada, ou os dois medalhões de São Pedro e São Paulo, que se encontram inscritos na parede exterior da capela-mor.
Todo o templo foi objeto de uma remodelação no decorrer do século XVII, devendo-se a sua iniciativa a D. Dinis de Melo e Castro (doutor em Direito Canónico pela Universidade de Coimbra, Desembargador da Relação do Porto, da Casa da Suplicação e do Paço, Bispo de Leiria, de Viseu, da Guarda e Regedor das Justiças) que, na primeira metade de Seiscentos desenvolveu um importante impulso mecenático na zona de Colares, da qual era natural.
As paredes da capela-mor encontram-se revestidas por painéis de azulejo azul e branco, com a representação de episódios da Vida da Virgem, atribuídos ao pintor lisboeta Manuel dos Santos.
O arco triunfal, muito alteado, é encimado por frontão de aletas, interrompido pelo nicho central, que termina em frontão triangular.