Espaços | Festival de Sintra
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ESPAÇOS

Palácio Nacional de Sintra

Palácio de Monserrate

PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA

O Palácio Nacional de Sintra, situado no centro histórico da Vila, foi habitado durante quase oito séculos por monarcas portugueses e pela corte. Era muito utilizado, sobretudo durante a Idade Média, para apoio durante os períodos de caça, como refúgio por ocasião de surtos de peste na capital ou durante os meses de verão, devido ao clima mais ameno da vila.

O edifício reúne vários estilos arquitetónicos em que sobressaem os elementos góticos e manuelinos, sendo fortemente marcado pelo gosto mudéjar – feliz simbiose entre a arte cristã e a arte muçulmana – desde logo patente nos exuberantes revestimentos azulejares hispano-mouriscos. Também no acervo das coleções expostas nos seus interiores são evidentes os testemunhos artísticos  da  multiculturalidade  que marcou  as  artes  decorativas  portuguesas  do  século XVI ao século XVIII.

O  edifício  foi  seriamente  afetado  pelo  grande terramoto  de  1755,  após  o  que  foi  reconstruído, mantendo  a  silhueta  que  hoje  apresenta  a  partir  de meados do século XVI.

PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

Residência real de duas gerações de monarcas situada a cerca de 15 minutos de Lisboa, ao Palácio Nacional de Queluz estão intimamente ligadas importantes figuras da história de Portugal.

Constitui um conjunto patrimonial de referência na arquitetura e no paisagismo portugueses e contém um importante acervo que reflete o gosto da corte nos séculos XVIII e XIX, percorrendo o Barroco, o Rocaille e o Neoclássico.

A sobriedade das fachadas exteriores do palácio contrasta surpreendentemente com as fachadas de aparato, voltadas para o interior, prolongadas por delicados parterres de broderie em buxo num enquadramento de dezasseis hectares de jardins. Os jardins desenvolvem-se ao longo de grandes eixos animados por jogos de água e pontuados por estatuária inspirada na mitologia clássica. No interior destacam-se grandes salas de aparato, tais como a Sala do Trono, a Sala da Música e a Sala dos Embaixadores, os aposentos reais e a capela.

Centro Cultural Olga Cadaval

Construído em 1945 sob projeto do arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior, o então Cine-Teatro Carlos Manuel foi, durante muitos anos, o único cinema de Sintra. Durante cerca de 40 anos fez parte do quotidiano da vida social e cultural Sintrense, encontrando-se fortemente enraizado na memória coletiva do município.

Ao incêndio que, em 1985, destruiu grande parte do edifício, seguiram-se alguns anos de abandono durante os quais eventos culturais temporários utilizam parcialmente os espaços ainda disponíveis.

Reconhecendo não só o valor e representatividade do edifício, como a necessidade de uma nova sala de cinema e espetáculos para a vila de Sintra que pudesse abrigar, entre outros, eventos do já prestigiado Festival de Sintra, a Câmara Municipal decidiu adquirir o imóvel – o que se concretizou em 1987 – e promover a sua reconversão e reabilitação.

Igreja da Ulgueira

Erguendo-se no centro da localidade de Ulgueira, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição foi edificada na década de 60 do século XVI, numa época em que a região de Sintra conhecia um interessante surto construtivo derivado do facto de acolher a Corte por diversas temporadas, e ser desde o início da centúria o destino preferencial das famílias aristocráticas lisboetas. Ao longo do século XVIII a capela-mor recebeu um novo programa decorativo.

A planta do templo, de modelo irregular, é composta por dois corpos justapostos, o da nave, retangular, e o que integra a capela-mor e a sacristia, em forma de L.

O espaço interior apresenta nave única, despojada de decoração, com púlpito de mármore colocado no registo superior, do lado do Evangelho, e coro alto sobre a entrada. Um arco de volta perfeita, encimado pelo monograma mariano, abre para o espaço da capela-mor, cujo programa decorativo data do século XVIII. Este espaço é revestido por painéis de azulejos dedicados a temas da Vida da Virgem, nomeadamente a Anunciação, o Casamento da Virgem e São Joaquim e Santa Ana. O retábulo, de talha dourada e polícroma, apresenta linhas simples, recriando um frontão arquitetónico de remate triangular. Ao centro, ergue-se uma imagem de vulto de Nossa Senhora da Conceição, datada também de Setecentos. O teto de madeira que cobre a capela é abobadado e pintado com um medalhão da padroeira, rodeado por ornamentos vegetalistas e mascarões policromados e dourados.

Igreja de Colares

A igreja matriz de Colares foi, na sua origem, um templo quinhentista, do qual restam, no entanto, alguns elementos, como a pia de água benta, o púlpito de planta quadrada, ou os dois medalhões de São Pedro e São Paulo, que se encontram inscritos na parede exterior da capela-mor.

Todo o templo foi objeto de uma remodelação no decorrer do século XVII, devendo-se a sua iniciativa a D. Dinis de Melo e Castro (doutor em Direito Canónico pela Universidade de Coimbra, Desembargador da Relação do Porto, da Casa da Suplicação e do Paço, Bispo de Leiria, de Viseu, da Guarda e Regedor das Justiças) que, na primeira metade de Seiscentos desenvolveu um importante impulso mecenático na zona de Colares, da qual era natural.

As paredes da capela-mor encontram-se revestidas por painéis de azulejo azul e branco, com a representação de episódios da Vida da Virgem, atribuídos ao pintor lisboeta Manuel dos Santos.

O arco triunfal, muito alteado, é encimado por frontão de aletas, interrompido pelo nicho central, que termina em frontão triangular.