O pianista Adriano Jordão nasceu em Angola em 1946.
Estudou em Portugal com Helena Sá e Costa e outros professores. Em 1967 a Fundação Calouste Gulbenkian ofereceu-lhe uma bolsa que lhe permitiu fazer um ano de estudos avançados nos Estados Unidos da América. Em 1969, depois de ter completado o curso superior no Conservatório Nacional de Lisboa, com a maior distinção, na classe da professora Helena Matos, continuou os seus estudos em Paris, sob a orientação de Yvonne Lefébure.
Ganhou numerosos prémios em competições nacionais e internacionais tendo especial destaque o 1º Lugar no Concurso Internacional de Debussy, em França.
A carreira artística de Adriano Jordão levou-o a apresentar-se por toda a Europa, América do Norte e do Sul, bem como em África e na Ásia.
Depois da sua estreia na América do Norte, com a Kingsport Symphony, no Tennessee , atuou em São Francisco, Washington, Boston e em Nova Iorque, no prestigiado Lincoln Center com a New Orchestra of Boston sob a direção de David Epstein e também no Carnegie Hall, também em Nova Iorque, com a Queen’s Symphony Orchestra sob a direção de John Neschling; ainda no continente norte-americano deu vários concertos no Canadá.
Os seus concertos no Brasil, nas mais importantes salas de espetáculos, bem como no México, Venezuela, Paraguai, em África (Cabo Verde, Senegal, Angola e Moçambique) e na Ásia (Índia, Tailândia, China, Coreia e Japão) alcançaram grande sucesso de crítica e de público.
Adriano Jordão também se apresentou, para além de Portugal, em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália, Áustria, Finlândia, Rússia, Bielorrússia, Ucrânia, Republica Checa, Eslováquia, Hungria, Roménia, Grécia e Turquia.
Colaborou com os mais importantes maestros portugueses e estrangeiros, destacando-se Alain Lombard, Sandor Végh, Claudio Scimone, Van Remoortel, Richard Treiber, Christian Mandeal, Horia Andreescu, David Epstein, Peter Feranec, Nicholas Kremmer, Nicholas Braithwake , e também com os maestros Chineses Muhai Tang, Yuan Fang e Chen Zou Huang.
Adriano Jordão é um apaixonado pela voz humana, colaborou com grandes estrelas mundiais do canto como Ileana Cotrubas, Peter Schreier, Teresa Berganza, Katia Ricciarelli, Julia Hamari, Lella Cuberli e Alfredo Kraus.
Foi o fundador e diretor artístico do Festival Internacional de Música de Macau nos seus primeiros cinco anos, também foi diretor artístico do festival da Casa de Mateus e do Festival dos Açores durante seis edições bem como do Festival de Música de Sintra em 2015, 2016 e 2017.
De 2004 a 2011 foi Adido Cultural de Portugal em Brasília, no Brasil, e recentemente de 2013 a abril de 2016, foi vogal do Conselho de Administração do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.
Deslocou-se em outubro de 2016 a Macau, onde esteve a convite do Governo de Macau para participar na XXX edição do Festival Internacional de Música de Macau, festival que fundou em 1986; iniciou com este recital as comemorações dos seus cinquenta anos de carreira artística.
Em 2017 apresentou-se em recital e com orquestra na Tailândia, tocou ainda em Marrocos, no Brasil e em Istambul a convite das Nações Unidas comemorando o Dia Internacional da Mulher. Também neste ano realizou uma digressão com o Quarteto Arabesco por várias cidades do nosso país.
Ainda em 2017, em Portugal, realizou uma importante digressão com o Coro Gulbenkian, onde tocou como solista na Petite Messe Solennelle de Rossini, dirigido pelo maestro Michel Corboz.
Tem o curso superior de Direito, pela Universidade de Lisboa; foi agraciado com o título de Oficial da Ordem das Artes e das Letras pelo Governo Francês, com a Medalha de Mérito da Ordem Soberana de Malta e entre outras distinções, recebeu muito recentemente o título de Cidadão Honorário de Brasília.
É atualmente e desde a sua fundação, o diretor Artístico do Festival de Música de Mafra “Filipe de Sousa”.