Breve História do Festival de Sintra - 53º Festival de Sintra
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Breve História do Festival de Sintra

O Festival de Musica de Sintra teve a sua origem em 1957, então sob a designação “Jornadas Musicais de Sintra”, por iniciativa da Câmara Municipal e com um envolvimento fundamental de Olga Maria Nicolis di Robilant Álvares Pereira de Melo, Marquesa de Cadaval, que se dedicou à música e a dinamizar atividades artístico-culturais após a morte do seu marido, Dom António Caetano Álvares Pereira de Melo, Marquês de Cadaval.

A Marquesa Olga Cadaval – nome com que ficou conhecida – colocou Sintra no mapa da música a nível internacional, trazendo ao festival artistas internacionais de reconhecido valor.

Nas primeiras edições, era considerado um festival de piano em Portugal, pela sua exclusiva conotação com recitais deste instrumento, mas, durante os anos 60 o Festival alarga o seu âmbito a outras expressões artísticas, como o Bailado, a Musica de Câmara, o Teatro e a Ópera.

Em 1974, por razões de conjuntura nacional, o Festival é interrompido, sendo retomado em 1983, a partir de então com edições anuais.

Entre 1985 e 1987, durante os meses de verão, realiza-se um conjunto de espectáculos de recriação histórica, “Luz e Som”, integrado no festival no centro histórico de Sintra, tendo por cenário a frontaria do Palácio Nacional.

No ano de 1988 automatizam-se três ciclos do Festival com programações e calendários separados. Foram eles, o ciclo musical, as “Noites de Bailado” em Seteais e o ciclo de recriações históricas, o espectáculo “Noites de Queluz”, que se realizou entre 1988 e 1993 nos jardins do Palácio Nacional de Queluz.

Com o falecimento da Marquesa de Cadaval, em 1996, a figura tutelar e mentora generosa mecenas do Festival de Sintra e de toda a atividade artístico-cultural do município de Sintra, a organização do Festival de Sintra passa para a responsabilidade da empresa municipal SintraQuorum, constituída pela Câmara Municipal de Sintra no ano 2000 para a gestão de equipamentos culturais e turísticos.

Em 2002 o município de Sintra promove novos espaços de apresentação do Festival, como o recém aberto Centro Cultural Olga Cadaval criado em homenagem à marquesa.

Em 2003, o festival passa a intercalar espectáculos de música e dança na sua programação regular; já em 2005, a 40ª edição do Festival de Sintra contou com a direcção artística de Luís Pereira Leal para a música e Vasco Wellenkamp para a Dança

O Festival comemorou 50 anos de existência em 2007, com a sua 42ª edição, o ciclo de dança abriu com a presença da Cullberg Ballet, que também comemorou nesta data o seu 50ª aniversário. No ciclo de música desta edição foi incluída a música para bebés.

A 43ª edição realizou-se no verão de 2008, apresentou como fio condutor a música clássica Russa no ciclo de musica. O ciclo de dança contou uma vez mais com a direcção artística de Vasco Wellenkamp com o seu enfase para a dança europeia.

Realizada em junho de 2009, a 44ª edição contou com a presença de artistas internacionais e apresentou espectáculos de música, bailado, ópera e teatro. 

A 45ª edição realizou-se em maio e junho de 2010. Contou com a presença do Ballet du Grand Theatre de Genéve na abertura do Festival, que nesta edição deu enfase ao período do romantismo, uma época associada à vila de Sintra e assinalou o bicentenário do nascimento dos compositores românticos Chopin e Schumann com recitais de piano. Esta edição contou com espectáculos de teatro, bailado, ópera, música clássica e sacra.

Em junho e julho de 2011 celebrou-se a 46ª edição do Festival de Sintra que foi dedicado a Liszt, numa altura em que se celebrou o bicentenário do nascimento do compositor e a Mahler, cujo centenário da morte também se assinalou neste ano. Contou com a presença da Companhia de Dança Contemporânea de Sintra, Sintra Estúdio de Ópera, teatro Utopia e outras companhias que a autarquia apoiou ao longo do ano e que quis dar notoriedade durante o festival, teve também concertos para bebés na Quinta da Piedade. A organização esteve a cargo da Câmara Municipal de Sintra e da SintraQuorum.

A 47ª edição decorreu em junho e julho de 2012 Foi organizado pela Câmara Municipal de Sintra e da SintraQuorum. Intitulou-se Festival de Musica de Sintra e foi uma homenagem a “Viena antes de Mahler: de Haydan a Brahms”, contou com nomes célebres da música clássica como os pianistas Nicholas Angelich, Paulo Oliveira e Artur Pizarro.

Em junho e julho de 2013, na sua 48ª edição, o festival teve como tema “ Gerações do Futuro”, contando com jovens intérpretes de sucesso, portugueses e estrangeiros, para darem alma e música ao festival.

A 49ª edição do Festival de Sintra, em 2014, resultou de uma parceria entre a Câmara Municipal de Sintra, o Teatro Nacional São Carlos e Opart – Organismo de Produção Artística, tendo como diretor artístico Adriano Jordão, administrador do Teatro Nacional de São Carlos.

Em 2015 o Festival de Sintra comemorou a 50ª edição e homenageou a sua fundadora a Marquesa de Cadaval. Nesta edição o festival Intitulou-se como o Festival de Musica de Sintra e teve lugar em vários locais do concelho, apresentou recitais de piano, música de câmara sob as formas de duo, trio e quarteto de vários compositores, com particular incidência em compositores do período romântico. Contou com a presença de nomes como Nelson Freire, e os jovens talentos Varvara Kutusova e Alexander Malofeev.

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