A Montanha Mágica - 53º Festival de Sintra
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A Montanha Mágica

 

”Todos os caminhos vão dar a Sintra (..) onde “o viajante sente a vertigem dos grandes eventos cósmicos” escreveu Saramago na Viagem a Portugal. E não é indispensável (embora delicioso) o Chevrolet de Álvaro de Campos para seguirmos “ao luar e ao sonho pela estrada de Sintra” onde “a Europa encontra o Mar” e lhe diz adeus, como escreveu Vergílio Ferreira – por tudo o que Sintra é, mas também porque a Música encontrou em Sintra, desde há muito, um lugar de eleição.

D. Fernando II, o Rei-artista, fez de Sintra espaço de acolhimento de concertos e tertúlias musicais no século XIX; a Marquesa do Cadaval, fundadora do Festival de Sintra em 1962 resgatou para Sintra o regresso da magia da grande música como marca prestigiante da qualidade do gosto dos sintrenses.

William Beckford, Lord Byron, Eça de Queiroz, Ferreira de Castro, Camões, Marquesa de Alorna e tantos outros autores ligaram a sua obra a Sintra pelo apelo irresistível da sua montanha mágica, pelo encantamento do promontório da Lua como era referida no Renascimento, pelo poder místico do astro noturno, guardião da noite e dos segredos.

Lugar místico ocupado pelos árabes, Paço Real desde o século XV, expoente luminoso do Romantismo, o 53º Festival Internacional de Música de Sintra vai revisitar estes testemunhos e cruzamentos com uma programação descentralizada, dirigida a todo o concelho, com grande enfoque na palavra e no texto poético-literário, fazendo do encontro das artes dos sons e das letras um diálogo entre a lua e a montanha.

As orquestras Gulbenkian, Clássica do Centro, Alma Matter, Sinfónica Juvenil e Jovem Orquestra Portuguesa, os maestros Michael Zilm, Pedro Neves, José Eduardo Gomes e Christopher Bochmann e Pedro Carneiro; o Coro Gulbenkian, as Voces Caelestes, o Myrten Ensemble, os cantores Maarten Engletges, Wallis Giunta, Catia Moreso, Patrycja Gabrel, Sofia Escobar, Nelson Ebo; os pianistas Boris Berezovsky, Adriano Jordão, Andrei Korobeinikov, Valentina Lisitsa, António Rosado, Artur Pizarro; o violoncelista Alban Gerhardt, o trio Arbós, o Alis Ubbo Ensemble e o Aris Quartett serão os músicos convidados. Com Paula Lobo Antunes, Luis Madureira e Luis Caetano teremos o eco da palavra de Shakespeare e de Ferreira de Castro.

A Montanha Mágica volta a fazer-se ouvir.