Olga Prats | Festival de Sintra
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19 de maio - 21h30
PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

FADOS E TANGOS

OLGA PRATS

OLGA PRATS

FADOS E TANGOS

Pianista e pedagoga, Olga Prats, privilegiou sempre a busca de novas experiências. Como privilegiou também a divulgação dos mais importantes compositores portugueses.
Nesta noite, de Lisboa a Buenos Aires. Fados e Tangos ao piano.

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OLGA PRATS

Piano

Pianista e pedagoga. Iniciou a sua formação aos cinco anos de idade com sua mãe (professora de piano), e aos seis anos com o professor e pedagogo João Maria Abreu e Motta, a título particular, tendo realizado o seu primeiro recital no Teatro Municipal de São Luiz, em 1952.

Em 1957 concluiu o Curso de Piano no Conservatório Nacional, ainda com o professor Abreu e Motta. Com o auxílio de duas bolsas do IAC e do governo alemão, frequentou cursos de aperfeiçoamento em Colónia (na Escola Superior de Música, entre 1957-58, com Gaspar Cassadó e Karl Pillney) e, como bolseira da FCG, em Freiburg (com Carl Seeman e Sándor Végh, em 1959). Nessa estadia alemã ganhou o prémio para melhor estudante estrangeira (1958), entre outros, para além de ter tocado frequentemente com orquestras e a solo, tendo obtido as melhores críticas da imprensa. De regresso a Portugal, continuou a sua formação com Helena Moreira de Sá e Costa, tendo ganho, como sua aluna, o prémio Luís Costa para melhor intérprete da música espanhola (1965). Frequentou os Cursos do Estoril com Rudolf Baumgartner, Jean Français e Karl Engel, tendo mais tarde sido convidada como pianista nas classes de música de câmara de Paul Tortelier, Ludwig Streicher e Karen Georgian.

Tocou com a Orquestra de Câmara do Festival de Pommersfelden, a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica de Buenos Aires, a Orquestra do Porto e a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, entre muitas outras, tendo interpretado um grande leque de compositores, desde Bach até Xenakis, passando por Schumann, Brahms e Stravisnky. Não obstante este vasto reportório, ao longo da sua atividade, Olga Prats privilegiou sobretudo a música de câmara, com especial relevo para a produção contemporânea, desde a música de compositores portugueses dos séculos XIX (música de salão) e XX (Fernando Lopes-Graça), até à música de Astor Piazzola, tendo sido o primeiro intérprete português a interpretá-la e gravá-la em Portugal.

Foi membro fundador do duo de piano e violeta com Ana Bela Chaves (1969), do Opus Ensemble (1980), e ainda do ensemble de teatro musical Grupo Colecviva (1975), tendo colaborado intimamente com diversos compositores de relevo, com destaque para Fernando Lopes-Graça, Constança Capdeville e António Victorino d’Almeida, que lhe dedicaram várias obras e dos quais estreou e gravou muitas outras.

Foi professora no Conservatório Nacional (1970-1984), e integra desde 1983 o corpo docente da Escola Superior de Música de Lisboa, sendo coordenadora da classe de Música de Câmara, para além de prosseguir uma intensa atividade como jurada em concursos de interpretação (Concurso de Música de Câmara da Rádio da Baviera, Concurso Internacional de Piano Viana da Motta, Prémio Jovens Músicos, entre outros) e como orientadora de cursos dedicados à música portuguesa do século XX e à música de câmara.

Organizada por antigos alunos, a Câmara de Palmela e o Conservatório realizaram o Concurso Olga Prats que já vai na segunda edição, dedicado a jovens e tendo como principal objectivo, a divulgação de novo reportório Português para jovens músicos.

Em colaboração com o Quarteto Lopes Graça, lançou dois discos para a etiqueta “Toccata Classics” com a obra de Fernando Lopes Graça, sendo o segundo a primeira gravação do Quarteto com Piano de 1938, rev 1963 e no Primeiro volume o Quinteto “canto de Amor e de Morte”, muito bem recebido pela crítica fora de Portugal em geral.

Condecorações:
Comenda da Ordem de Sant’ Iago de Espada
Medalha de Prata de Emérito – Instituto Superior Politécnico
Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Sintra – Grau Ouro