Janina Fialkowska | Festival de Sintra
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21 de maio - 21h30
PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

TRIBUTO A CHOPIN

JANINA FIALKOWSKA

JANINA FIALKOWSKA

TRIBUTO A CHOPIN

Janina Fialkowska, apreciada em todo o mundo pela sua requintada interpretação pianística, tem encantado públicos ao longo de quase quarenta anos com a sua magnífica sonoridade lírica, o genuíno conhecimento do seu ofício e profundo sentido de integridade musical.
As mais belas obras de Chopin. Scherzos, Noturnos, Improvisos, Mazurcas, Valsas, Baladas.

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JANINA FIALKOWSKA

Piano

Janina Fialkowska, apreciada em todo o mundo pela sua requintada interpretação pianística, tem encantado públicos ao longo de quase quarenta anos com a sua magnífica sonoridade lírica, o genuíno conhecimento do seu ofício e profundo sentido de integridade musical. Unindo a sua vasta experiência com a sua refrescante abordagem natural “Fialkowska tornou-se uma artista de rara distinção, para além de manter todo o virtuosismo da sua juventude” (La Presse, Montreal).

Aclamada pelas suas interpretações do repertório clássico e romântico, ela é reconhecida em particular como uma das grandes intérpretes das obras para piano de Chopin e Mozart. Também tem sido aplaudida como defensora da música de Franz Liszt, assim como de compositores polacos do séc. XX, tanto em concertos como em gravações.

Natural de Montreal, de mãe canadiana e pai polaco, Janina Fialkowska iniciou os estudos de piano aos cinco anos com a sua mãe. Ingressou depois na École de Musique Vincent d’Indy, estudando sob a tutela de Mlle. Yvonne Hubert. A Universidade de Montreal concedeu-lhe, com 17 anos apenas, os dois graus avançados de “Baccalaureat” e “Maitrise”.

Em 1969, dois acontecimentos tiveram um impacto extraordinário na progressão da sua carreira: ter recebido o 1º Prémio no Festival Nacional de Talento da Radio Canada e ter viajado para Paris para estudar com Yvonne Lefebure. Um ano mais tarde, ingressou na Juilliard School of Music em Nova Iorque, onde primeiro estudou com Sascha Gorodnitzki , tendo depois sido sua assistente durante cinco anos.

Em 1974, na sequência da sua galardoada interpretação na estreia do Arthur Rubinstein International Master Piano Competition, a sua carreira foi impulsionada pelo maestro Arthur Rubinstein.

Já tocou com as mais importantes orquestras da América do Norte, entre as quais a Chicago Symphony, Cleveland Orchestra, Los Angeles Philharmonic, Philadelphia Orchestra, Houston Symphony e a Pittsburgh Symphony, além das principais orquestras canadianas como a Montreal Symphony Orchestra, Toronto Symphony Orchestra,  National Arts Centre Orchestra of Ottawa e a Vancouver Symphony Orchestra.

Em digressões pela Europa e Ásia, Janina Fialkowska tem sido artista convidada com prestigiadas orquestras como a Royal Concertgebouw Orchestra de Amsterdão, Halle Orchestra, London Philharmonic, Philharmonia Orchestra de Londres, BBC Symphony, Royal Philharmonic, Scottish National Orchestra, a Orquestra Filármonica de Varsóvia,  as Orquestras das Rádios Nacionais de França e da Bélgica e a Orquestra Sinfónica da Rádio de Estugarda. Também tocou com as Orquestras Filarmónicas de Israel, de Osaka e de Hong Kong e tem trabalhado com maestros de renome como Sir Andrew Davis, Charles Dutoit, Hans Graf, Bernard Haitink, Kyril Kondrashin, Lorin Maazel, Zubin Mehta, Sir Roger Norrington, Sir Georg Solti, Leonard Slatkin, Stanislaw Skrowaczewski e Klaus Tennstedt , assim como com os representantes da “nova” geração, tais como Yannick Nézet-Séguin, Thomas Dausgaard, Eiji Oue, Alexander Shelley,  Michal Nesterowicz, Fabien Gabel e Grzegorz Nowak.

Tem recebido especial reconhecimento por uma série de primeiras audições de relevo, nomeadamente a estreia mundial de um recém-descoberto Concerto para Piano de Franz Liszt com a Chicago Symphony em 1990. Também tocou na estreia mundial de um Concerto para Piano de Libby Larsen com a Minnesota Orchestra (1991), assim como na primeira audição do Concerto para Piano de Marjan Mozetich, com a Kingston Orchestra (2000). Mais recentemente, em 2010, tocou com a Quebec Symphony Orchestra na estreia mundial do Concerto para Piano inspirado em Chopin “Prelude Variations” de John Burge, que foi escrito para e dedicado a Janina Fialkowska. Além disso, tocou na primeira audição norte-americana do Concerto para Piano de Sir Andrzej Panufnik com a Colorado Symphony (1992) e a estreia canadiana do Concerto para Piano de Witold Lutoslawski com a Toronto Symphony (2013).

Janina Fialkowska foi a Fundadora e Diretora de “Piano Six”, projeto de grande êxito, e o seu sucessor, o “Piano Plus”. Este último reuniu alguns dos maiores pianistas clássicos, músicos instrumentais e cantores do Canadá com cidadãos canadianos que, por motivos de ordem geográfica ou financeira, não teriam outra forma de escutar um tal calibre de música clássica ao vivo. Em 2000, “Piano Six” recebeu um dos mais importantes Prémios para as Artes do Canadá, o Chalmers Award.

Em 1992, o canal televisivo CBC produziu um documentário de sessenta minutos, “The World of Janina Fialkowska” que foi transmitido e muito aplaudido por todo o Canadá. Este programa recebeu um Prémio Especial do Júri no San Francisco International Film Festival em 1992. Mais recentemente, em 2013, o CBC produziu o espetáculo-documentário de 45 minutos, “An evening with Janina Fialkowska”, com base num recital da pianista em Montreal, em fevereiro desse ano.

Janina Fialkowska é muito procurada, por todo o mundo, pelas suas master classes. É a fundadora da “International Piano Academy” que tem lugar todos os anos na Academia de Música Bávara em Marktoberdorf, Alemanha, onde transmite as tradições que recebeu dos seus professores da Escola Russa de piano de Anton Rubinstein e da Escola Francesa de Alfred Cortot, além das suas vivências musicais únicas como protégé de Arthur Rubinstein. Também, de forma regular, faz parte do júri de alguns dos mais importantes concursos internacionais de piano.

Janina Fialkowska foi distinguida com a Ordem “Officer of the Order of Canada” e recebeu doutoramentos honoris causa da Acadia University, Queen’s University e Wilfrid Laurier University. Também recebeu o “2012 Governor General’s Performing Arts Award for Lifetime Achievement in Classical Music”, a principal distinção canadiana para a excelência nas Artes do Espetáculo. Foi a primeira mulher instrumentista a receber este galardão.

Em janeiro de 2002, no início de uma importante digressão Europeia abrangendo oito países, a carreira de Janina Fialkowska teve uma paragem dramática devido à descoberta de um tumor no seu braço esquerdo. Após o êxito da cirurgia para remoção do cancro, Janina Fialkowska submeteu-se a mais cirurgias em janeiro de 2013, um procedimento raro de transferência muscular. Após 18 meses a interpretar os “concertos para a mão esquerda” de Ravel e Prokofiev que transcreveu para a sua mão direita, retomou a sua carreira a duas mãos tendo começado com um recital de êxito retumbante e forte carga emocional que teve lugar na Alemanha em 2004.

Janina Fialkowska gravou para a RCA Red Seal, Naxos, CBC Records, Opening Day e, desde 2008, trabalha exclusivamente para a editora clássica ATMA tendo feito, até agora, onze gravações de colossal êxito com esta produtora.

A sua discografia inclui CDs com vários álbuns a solo com música de Chopin, Liszt, Schubert e Szymanowski, assim como o muito elogiado CD, “La jongleuse – Salon pieces and encores.” Também gravou um muito apreciado CD com o Concerto para Piano de Paderewski com a Orquestra de Rádio Nacional Polaca; o raramente escutado Concerto para Piano de Moritz Moszkowski; os três Concertos para Piano de Liszt com a Calgary Philharmonic, sob direção de Hans Graf; e, numa gravação ao vivo, os dois Concertos para Piano de Chopin com a Vancouver Symphony, com direção de Bramwell Tovey (“O definitivo CD destes Concertos”, The Guardian). Com grandes elogios da crítica, as suas interpretações de Concertos para Piano de Chopin e Mozart foram lançadas em versões autênticas constando de piano a solo acompanhado por quinteto de cordas

O seu CD “Chopin Recital” alcançou as tabelas clássicas da editora Gramophone, assim como a lista das 10 “Melhores gravações de música clássica do ano”do jornal Sunday Times de Londres. Também foi nomeado para o “International Classical Music Award 2011”. Na Gramophone Magazine, Bryce Morrison elogiou entusiasticamente o seu álbum duplo “Chopin: Etudes, Impromptus, Sonatas”, escrevendo: “De facto, simples mortais bem podem chorar de inveja ao escutar tal inabalável domínio.” O seu CD “Liszt Recital” foi saudado como “O mais belo CD de Liszt desta década” (Frankfurter Allgemeine Zeitung) e o London Times afirmou: ” (…) uma interpretação mágica.” Em 2013 recebeu o cobiçado prémio da BBC Music Magazine, “Instrumentalist of the year”, pela sua gravação “Chopin Recital No.2”

De realçar na temporada de 2014-2015: o lançamento da sua muito antecipada gravação da integral das Mazurkas de Chopin (“ … a sua obra-prima”,  FonoForum Germany); uma seleção das “Peças Líricas” de Edvard Grieg (“A pianista canadiana é uma intérprete de inspiração sublime… mais uma vez identificada como uma artista musical de extraordinária sensibilidade e de uma pureza cativante e sincera”, The Telegraph, London); dois recitais na Wigmore Hall de Londres; uma digressão com a Royal Philharmonic Orchestra; concertos com a Vancouver Symphony e a sua estreia no Klavier-Festival Ruhr, substituindo a sua venerável colega Maria João Pires com dois dias de aviso, pelo que recebeu ovações do público e uma crítica entusiasta do Frankfurter Allgemeine (“… e mesmo no encore, uma valsa de Chopin que se pensava tocada-à-exaustão, pode-se transformar em algo grandioso e desconhecido…”).

Na temporada de 2015/16, Janina Fialkowska fará digressões ao Japão, Alemanha, Canadá, Portugal, Espanha, Suíça e Reino Unido como parte da sua “Birthday Celebration Tour”, por ocasião do seu 65º aniversário em maio de 2016. Também irá continuar com a 4ª edição da sua própria “International Piano Academy” na Bavária e participará como membro de júri em vários concursos internacionais de piano.

Janina Fialkowska e o seu marido, o agente cultural Harry Oesterle, vivem na Bavária, Alemanha.