Espaços | Festival de Sintra
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PALÁCIO NACIONAL DE SINTRA

O Palácio Nacional de Sintra, situado no centro histórico da Vila, foi habitado durante quase oito séculos por monarcas portugueses e pela corte. Era muito utilizado, sobretudo durante a Idade Média, para apoio durante os períodos de caça, como refúgio por ocasião de surtos de peste na capital ou durante os meses de verão, devido ao clima mais ameno da vila.

O edifício reúne vários estilos arquitetónicos em que sobressaem os elementos góticos e manuelinos, sendo fortemente marcado pelo gosto mudéjar – feliz simbiose entre a arte cristã e a arte muçulmana – desde logo patente nos exuberantes revestimentos azulejares hispano-mouriscos. Também no acervo das coleções expostas nos seus interiores são evidentes os testemunhos artísticos  da  multiculturalidade  que marcou  as  artes  decorativas  portuguesas  do  século XVI ao século XVIII.

O  edifício  foi  seriamente  afetado  pelo  grande terramoto  de  1755,  após  o  que  foi  reconstruído, mantendo  a  silhueta  que  hoje  apresenta  a  partir  de meados do século XVI.

QUINTA DA PIEDADE

Construída por D. Miguel, quinto Duque de Cadaval, no princípio do século XIX, a Quinta da Piedade, mantida inabitável até 1935, foi mandada então restaurar por António Álvares Pereira, Marquês de Cadaval e irmão do nono Duque de Cadaval.

Os jardins floridos, decorados por uma majestosa pérgula muito Art Deco, são esmaltados por um pavilhão, bancos e muros de tradição bem portuguesa, com o seu belo revestimento de azulejos azuis e brancos.

Os violinistas rústicos ou o concerto campestre dos azulejos, assim como as estátuas de músicos infantis, assumem um particular significado, nestes lugares que a Marquesa de Cadaval, Dona Olga Maria Nicolis di Robilant Álvares Pereira de Melo (Cadaval), consagrou à música, mandando mesmo construir um auditório e reatando assim as longas tradições que unem a história da sua família e desta propriedade à arte musical.

PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

Residência real de duas gerações de monarcas situada a cerca de 15 minutos de Lisboa, ao Palácio Nacional de Queluz estão intimamente ligadas importantes figuras da história de Portugal.

Constitui um conjunto patrimonial de referência na arquitetura e no paisagismo portugueses e contém um importante acervo que reflete o gosto da corte nos séculos XVIII e XIX, percorrendo o Barroco, o Rocaille e o Neoclássico.

A sobriedade das fachadas exteriores do palácio contrasta surpreendentemente com as fachadas de aparato, voltadas para o interior, prolongadas por delicados parterres de broderie em buxo num enquadramento de dezasseis hectares de jardins. Os jardins desenvolvem-se ao longo de grandes eixos animados por jogos de água e pontuados por estatuária inspirada na mitologia clássica. No interior destacam-se grandes salas de aparato, tais como a Sala do Trono, a Sala da Música e a Sala dos Embaixadores, os aposentos reais e a capela.

Centro Cultural Olga Cadaval

Construído em 1945 sob projeto do arquiteto Manuel Joaquim Norte Júnior, o então Cine-Teatro Carlos Manuel foi, durante muitos anos, o único cinema de Sintra. Durante cerca de 40 anos fez parte do quotidiano da vida social e cultural Sintrense, encontrando-se fortemente enraizado na memória coletiva do município.

Ao incêndio que, em 1985, destruiu grande parte do edifício, seguiram-se alguns anos de abandono durante os quais eventos culturais temporários utilizam parcialmente os espaços ainda disponíveis.

Reconhecendo não só o valor e representatividade do edifício, como a necessidade de uma nova sala de cinema e espetáculos para a vila de Sintra que pudesse abrigar, entre outros, eventos do já prestigiado Festival de Sintra, a Câmara Municipal decidiu adquirir o imóvel – o que se concretizou em 1987 – e promover a sua reconversão e reabilitação.