Concerto Promenade | Festival de Sintra
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27 de maio de 2017- 21h30

CONCERTO PROMENADE

LARGO PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

BANDA SINFÓNICA DO EXÉRCITO
ARTUR DUARTE CARDOSO
CORO TEATRO NACIONAL S. CARLOS
GIOVANNI ANDREOLI
MARIA LUISA FREITAS

CONCERTO PROMENADE

A espetacularidade é o que se busca nesta noite. Aos mais conhecidos trechos e influenciados pela Opera, junta-se a brilhante Abertura 1812 de Tchaikosvsky.
A beleza vocal de Maria Luísa Freitas e o grande sinfonismo em parceria com a Banda Sinfónica do Exército num cenário histórico.
Um verdadeiro Concerto Promenade.

Ver & Ouvir

CORO TEATRO NACIONAL SÃO CARLOS

S.Carlos national theatre choir

Criado em condições de efectividade em 1943, sob a direcção de Mario Pellegrini, o Coro cumpre uma fase intensiva de assimilação do grande repertório operístico e de oratória. Entre 1962 e 1975 colabora nas temporadas da Companhia Portuguesa de Ópera, sediada no Teatro da Trindade, deslocando-se com a mesma à Madeira, aos Açores, a Angola e a Oviedo (1965), a convite do Teatro Campoamor, e obtém o Prémio de Música Clássica conferido pela Casa da Imprensa. Participa em estreias mundiais de autores portugueses, casos de Fernando Lopes Graça (D. Duardos e Flérida) e António Victorino d’Almeida (Canto da Ocidental Praia). Em 1980 é criado um primeiro núcleo coral a tempo inteiro, sendo a profissionalização do Coro consumada em 1983, sob a direcção de Antonio Brainovitch. A plena afirmação artística do conjunto será creditada a Gianni Beltrami, que assume a direcção em 1985 e beneficia de condições de trabalho até então inéditas em Portugal. Nesta fase assinalam -se as seguintes intervenções: Oedipus Rex (Stravinski); Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny (Weill); Kiú (De Pablo); L’Enfant et les Sortilèges (Ravel); e Dido and Aeneas (Purcell). Registe-se a participação em Grande Messe des Morts (Berlioz), em Turim, a convite da RAI. Depois da morte de Gianni Beltrami, João Paulo Santos assume a direcção, constituindo-se como o primeiro português no cargo em toda a história do Teatro de São Carlos. Sob a sua responsabilidade registam -se êxitos, tais como: Mefistofele (Boito); Blimunda e Divara (Corghi); Sinfonia n.º 2 (Mahler), com a Orquestra da Juventude das Comunidades Europeias; Die Schöpfung (Haydn); Faust e Requiem (Schnittke); Perséphone e Le Rossignol (Stravinski); Evgeni Onegin (Tchaikovski); Les Troyens (Berlioz); Missa Glagolítica (Janácek); Tannhäuser e Die Meistersinger von Nürnberg (Wagner); e Le Grand macabre (Ligeti). Com o Requiem de Verdi o Coro desloca-se a Bruxelas, no quadro da Europália (1991). No âmbito da Expo-98 actuou no concerto de encerramento. O conjunto tem actuado sob a direcção de algumas das mais prestigiadas batutas, tais como Antonino Votto, Tullio Serafin, Vittorio Gui, Carlo Maria Giulini, Oliviero de Fabritiis, Otto Klemperer, Molinari- Pradelli, Franco Ghione, Alberto Erede, Alberto Zedda, Georg Solti, Nello Santi, Nicola Rescigno, Bruno Bartoletti, Heinrich Hollreiser, Richard Bonynge, García Navarro, Wolfgang Rennert, Rafael Frühbeck de Burgos, Franco Ferraris, James Conlon, Harry Christophers, Michel Plasson e Marc Minkowski, entre outros. Também foi dirigido em óperas e concertos pelos mais importantes maestros portugueses, com relevo especial para Pedro de Freitas Branco.

Atualmente, a direção musical está a cargo de Giovanni Andreoli.

GIOVANNI ANDREOLI

Maestro

Giovanni Andreoli estudou Piano, Composição e Direção Coral e de Orquestra. Na qualidade de maestro de coro colaborou na RAI de Milão, na Arena de Verona, e nos teatros La Fenice de Veneza e Carlo Felice de Génova. Trabalhou com os maestros Delman, Muti, Chailly, Barshai, Karabtchevsky, Arena, Santi, Campori, R. Abbado e Renzetti. Na Bienal Música de Veneza estreou mundialmente obras de Guarnieri, Pablo, Clementi e Manzoni. Dirigiu os Carmina Burana e a Petite Messe solennelle (Coro e Orquestra do La Fenice), repondo esta última no Teatro Municipal de São Paulo. Dirigiu também L’esperienza corale nel ‘900 italiano (Dallapiccola, Rota e Petrassi). De 1998 destaca L’elisir d’amore em Reiquiavique; Missa da Coroação (Mozart) e Missa n.º 9 (Haydn), em São Paulo; Via Crucis de Liszt (Orvieto); Les Noces (Stravinski) no Festival de Granada; Otello (Rossini) no Theater an der Wien; e a primeira audição moderna da Missa Amabilis e Missa Dolorosa de Caldara (Orquestra e Coro do La Fenice). Em 1999 dirigiu Il barbiere di Siviglia (Teatro dei Vittoriale, Gardone-Riviera), La traviata (Teatro Real de Copenhaga), Una cosa rara de Soler (Teatro Goldoni, Veneza).

Em 2000 dirigiu duas produções de La Bohème (Teatro Grande de Brescia, com Giuseppe Sabbatini; Lanciano, com a Orquestra Giovanile Internazionale). Gravou para a BMG Ricordi, Fonit Cetra e Mondo Musica Munchen, entre outras obras, Orfeo cantando… tolse (A. Guarnieri) na RAI de Florença (1996), e os Carmina Burana no Teatro La Fenice. De 1994 a 2004 Giovanni Andreoli foi o responsável artístico pela temporada lírica do Teatro Grande de Brescia.

Giovanni Andreoli dirigiu com João Paulo Santos concertos corais com obras de Brahms, de Kodály, de Lopes-Graça, e de Freitas Branco. Em 2006 iniciou a sua colaboração com a Companhia de Ópera Portuguesa dirigindo as óperasMadama Butterfly e La traviata e o Requiem de Verdi em Lisboa e no Festival de Óbidos.

Retomou o cargo de Maestro Titular do Coro do Teatro Nacional de São Carlos (em janeiro de 2011), que já ocupara entre 2004 e 2008.

MARIA LUISA FREITAS

Meio soprano

Maria nasceu em Luanda , iniciou os seus estudos de canto no Conservatório de Lisboa com José Carlos Xavier

Conquistou os prémios :
Bocage no Concurso Nacional de Canto  Luisa Todi ;
La Voce  Concurso  Spiris Argiris  em Italia;
1º prémio Concurso Internacional de Canto  Bidu Sayão  no Brasil ;
2º prémio  Concurso Nacional de Canto  Luisa Todi

Trabalhou com Maestros como Marc Tardue, Marko Letonja, Johannes Stert, Julia Jones, João Paulo Santos, Michail Jurowski, Massimiliano, Damerini, Osvaldo Ferreira, José Cura, Martin André, Gregor Buhl, Cesar Viana, Sébastien Rouland, François Xavier Roth, Yaniv Dinur,  Lawrence Foster, Pedro Neves, Nuno Côrte Real, Nicholas Kraemer, Antonio Pirolli, Joana Carneiro e Garcia Alarcón.

Trabalhou com os encenadores Luis Miguel Cintra, João de Mello Alvim, Graham Vick, Peter Konwitschny, Marie Mignot, Joaquim Benite, João Mota, Christof Loy, André e.Teodósio, Fernando Gomes, Guy Montavon, Rui Horta e Andrea de Rosa.

Da sua notável carreira, destacam-se papeis tais como:
Carmen ( Carmen ),  Maddalena ( Rigoletto ) Filipievna, Olga ( Evgueni Oneguin ), Lola ( Cavalleria Rusticana ), Miss Baggott  (Let’s Make an Opera ), Zita ( Gianni Schicchi ), Baronessa ( Cappello di Paglia di Firenze ), Zweite Norna ( Götterdämmerung ), La Cieca ( Ponchielli ), Marcellina ( Le Nozze di Figaro ), Baba The Turk ( Stravinsky ) entre outros.

O seu vasto repertório de concerto e oratória incluí obras de Bach, Berlioz, Frank Martin, Vivaldi, Berio, Beethooven, Fernando Cupertino, Jorge Prendas, Falla, Mahler entre outros.

Próximos compromissos incluem oratória de Natal de Bach, Dialogues of the Carmelites de F.Poulenc, Fenena e Nabucco de Verdi.

BANDA SINFÓNICA DO EXÉRCITO

Herdeira das mais antigas tradições musicais do Exército Portu¬guês, nomeadamente através das históricas Banda de Infantaria 1 e Banda de Caçadores 5, é instituída em 1988, por despacho de 25 de Março do Chefe do Estado Maior do Exército, General Firmino Miguel – A Banda Sinfónica do Exército.

Banda representativa do Exército, compreende instrumentistas de sopro, cordas e percussão com um quantitativo de cerca de 80 elementos, constituindo-se para além da Banda Militar, um Grupo de Música de Câmara, um Quinteto de Metais e um Quarteto de Saxofones.

Agregada ao Regimento de Artilharia Antiaérea Nº1 (Queluz) para efeitos de apoio administrativo e logístico, toda a sua atividade está na dependência da Direção de Serviços de Pessoal, através da Repartição de Bandas e Fanfarras do Exército.

A renovação do seu efetivo é feita periodicamente através de concursos públicos, sendo as escolas de música civis, o seu principal viveiro. Funciona como Escola Prática de Música do Exército, ministrando cursos e estágios que visam essencialmente a formação e aperfeiçoamento dos militares músicos e clarins do Exército.

Depois de uma participação intensa nas cerimónias militares ou de protocolo de Estado, a Banda Sinfónica do Exército, representa o Exército em Festivais quer no país e no estrangeiro, exibindo-se isolada ou em conjunto com outras bandas congéneres.
Em Dezembro de 1999 teve a honra de ser a Banda Militar escolhida para integrar a Cerimónia de transferência de poderes de Macau para a China.
Inserindo as suas atuações no âmbito das atividades culturais e recreativas ou de divulgação do Exército, colabora com as autorida¬des e organismos civis na realização de concertos musicais.
Por alvará de 07 de Outubro de 2005, foi atribuída à Banda Sinfónica do Exército por S. Exª o Presidente da República, a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.

ARTUR DUARTE CARDOSO

Iniciou os seus estudos musicais na Escola de Música Solidó.
Mais tarde integra a Banda Musical e Recreativa de Vilela iniciando o percurso académico como clarinetista na Academia de Música de Paredes na classe do Prof. Costa Santos e mais tarde no Conservatório de Música do Porto e Conservatório Regional de Ponta Delgada na classe dos professores Adam Wierzba e Valeri Kobiakin respetivamente.

Ingressou na Banda da Região Militar do Norte no ano de 1997, sendo posteriormente admitido no 28º Curso de Formação de Sargentos do Exército tendo obtido o prémio para o 1ºclassificado do Serviço de Música. Findo o curso é colocado na Banda Militar dos Açores passando posteriormente pela Banda Militar do Porto e Évora. Mais tarde é admitido na Academia Militar onde frequentou o Curso de Oficiais Chefes de Bandas de Música.

Obteve o Mestrado em Música no ramo de Direção de Orquestra de Sopros no Instituto Piaget de Viseu na classe do Maestro Paulo Martins, Licenciatura na Escola Superior de Mú¬sica de Lisboa no ramo de Direção de Orquestra de Sopros, na classe dos Maestros Alberto Roque, Vasco Pearce Azevedo e Paulo Lourenço, e Licenciatura em Direção de Orquestra pela Academia Militar. Fez diversos master-class em direção musical de Banda e Orquestra com os Maestros, António Saiote, Ignacio Petit, Jan Cober, Carlo Pirola, Douglas Bostok, Eugene Corporon, Steven Davis, Félix Hauswirth e José Vilaplana.

Realizou algumas digressões pelo país e estrangeiro, destacando-se a presença com, Banda Sin-fónica de Exército no 1º Festival Internacional de Bandas Militares (Mafra, 2001), Orquestra Ligeira de Ponta Delgada na cidade de Fall River (Estados Unidos da América), Banda Musical e Recreativa de Vilela no Certame internacional de Bandas de Vila de Altea (Espanha) e com a Banda Militar do Porto no Festival internacional de Bandas Militares em Segovia (Espanha). Teve ainda oportunidade de dirigir a Banda Militar dos Açores, Banda Militar do Porto, Banda da Guarda Nacional Republicana, Banda Sinfónica do Exército, Octeto de Sopros da Banda do Exército, Banda Lira Nossa Senhora da Estrela (Candelária, Açores) e a Banda Marcial de Nes¬pereira. Da Escola Superior de Música de Lisboa dirigiu a Orquestra de Sopros, Orquestra de Música Contemporânea, Camerata de sopros Silva Dionísio, Ensemble de Clarinetes, Ensemble de Saxofones, Coro de Repertório, Coro Geral, e diversos agrupamentos orquestrais no evento “Peças Frescas” onde estreou diversas obras de compositores como Sara Ross, João Ceitil, Luís Salgueiro, Thomas Billie Baxter, e André Santos.

É cofundador da Escola de Música de Sobrosa onde exerceu função de Diretor Adjunto e docente da disciplina de Clarinete, Formação Musical e Orquestra. Foi Diretor Artístico da Banda Triunfo (Ribeira Grande, Açores), Banda Musical União dos Amigos (Ponta Delgada, Açores), Banda do Senhor Santíssimo Salvador do Mundo (Ribeirinha, Açores), Orquestra Ligeira de Vilela (Vilela, Paredes) e da Banda de Música da Casa do Povo de Moreira Lima.

Atualmente é o chefe titular da Orquestra Ligeira do Exército e da Banda Sinfónica do Exército. É membro da WASBE (World Association for Symphonic Bands and Ensembles).
É casado e tem dois filhos.